Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Espetáculo aborda a violência contra a mulher e faz apresentações gratuitas em Belém

A circulação do Grupo de Teatro Palha passa pelo Movimento República de EMAUS e encerra na Associação de Moradores de Terras de Marinha. A entrada é franca.

 

A temporada do espetáculo “Tortura que ela atura: de criança a mulher” segue em cartaz até o próximo final de semana, em Belém. A circulação do Grupo de Teatro Palha passa pelo Movimento República de EMAUS, dia 28, e encerra na Associação de Moradores de Terras de Marinha, dia 29. A entrada é franca.

O espetáculo é resultado de um novo ciclo vivido pelo grupo de teatro Palha em sua pesquisa sobre o teatro do oprimido. No elenco está como Honorata adulta, a atriz Abigail Alves, que há 49 anos trabalha junto ao grupo, tendo como parceira a jovem atriz Marcione Pará, vivendo a fase jovem da personagem em suas histórias e memórias. A Dramaturgia, preparação de atores e encenação é de Paulo Santana, com ambientação visual e sonora de Nelson Borges e iluminação e imagem de Malu Rabelo, Arte e designe Rafael Andrade com produção e captação de recursos de Tânia Santana. O projeto tem o patrocínio do Banco da Amazônia, Governo Federal/Pátria Amada Brasil.

A dramaturgia retrata um tempo em que era cultural que meninas, ainda na infância, saíssem do interior do Pará com destino a capital, com o intuito de estudar e realizar o sonho de se formar em alguma profissão que lhes desse futuro e dinheiro, para que elas pudessem voltar ao seu lugar de origem e proporcionar uma vida melhor para seus familiares.

O espetáculo conta a história de Honorata, uma personagem da realidade, que nesta ficção irá viver entre a infância, juventude, fase adulta e seus percalços. A personagem tece o seu corpo de bruxa de pano, enquanto relata sua vida de amargura e tristeza e, de total falta de conhecimento dos bons tratos de uma vida adulta de mulher e de um grande amor inexistente, vividos entre o seu lugar de origem e sua vinda para a cidade grande.

Nas entrelinhas a história mostra como a violência na infância se apresenta como um fenômeno social e cultural como uma grande problemática. No Brasil e em especial na região amazônica, podemos perceber uma violência estrutural, cujas expressões mais fortes são o trabalho infantil, a existência de crianças vivendo nas ruas e em instituições fechadas, uma violência social, cuja mais vivas expressões se configuram na violência doméstica e uma violência delinquencial, na qual as crianças são as principais vítimas.

“O teatro tem em sua base cênica, tendência a interpretar os anseios e questionar através de uma atmosfera, onde a arte imita a vida, as problemáticas que levam a analisar um determinado contexto político, social e cultural como colocado anteriormente, e neste sentido o Grupo de Teatro Palha pretende colaborar para a minimização de problemas que afetam a sociedade em suas mais diversas áreas, dentre elas a violência contra a mulher.

A partir desta temática trazemos à cena o espetáculo “Tortura que ela atura: de criança à mulher”, enfocando que este tipo de violência, em muitos casos, tem início quando se nasce mulher. Com apresentações gratuitas o projeto pretende ampliar e democratizar o acesso de bens culturais, além de oportunizar uma reflexão da concretização dos direitos humanos de todos os cidadãos, em busca da igualdade de gênero e do empoderamento feminino”, declara o dramaturgo, Paulo Santana.

Serviço

Temporada da peça“Tortura que ela atura: de criança a mulher” segue em cartaz até o próximo final de semana, em Belém. A circulação do Grupo de Teatro Palha passa pelo Movimento República de EMAUS (Estrada da Yamada, 434-486 – Benguí), dia 28, e encerra na Associação de Moradores de Terras de Marinha, (Rua Orvaldo de Caldas Brito, n0 10 – Jurunas), dia 29. A entrada é franca.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE