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Trump e Netanyahu coordenam posições em plena escalada de tensão com Irã

Os dois conversaram sobre manter esforços para prevenir as ações malignas do Irã na região , segundo porta-voz norte-americano.

 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversaram na quarta (10) por telefone e concordaram em manter a cooperação contra as "atividades malignas" do Irã na região, em um momento de fortes tensões com Teerã.

Os dois governantes falaram sobre "a cooperação entre Estados Unidos e Israel para promover seus interesses nacionais compartilhados de segurança nacional", segundo o porta-voz da Casa Branca Judd Deere.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 9 de julho — Foto: Alex Brandon/AP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 9 de julho — Foto: Alex Brandon/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 9 de julho — Foto: Alex Brandon/AP

O diálogo esteve focado nos "esforços para prevenir as ações malignas do Irã na região", acrescentou o porta-voz na nota.

A conversa telefônica aconteceu no mesmo dia em que Trump ameaçou "aumentar em breve e substancialmente" as sanções sobre o Irã, dentro da campanha de "pressão máxima" que Washington mantém contra Teerã desde que o presidente americano decidiu retirar seu país do acordo nuclear de 2015.

Europeus tentam manter acordo

Os países europeus e o Irã concordaram no ano passado a permanecerem no acordo em troca de que os outros signatários apoiassem o desejo dos iranianos de ter acesso aos mercados internacionais, mas Teerã começou a reduzir os compromissos firmados no pacto há algumas semanas .

Netanyahu, que foi um dos críticos mais ferrenhos do acordo nuclear desde o início das negociações do mesmo, pediu nesta semana que a Europa "apoiasse as sanções" impostas ao Irã por Trump, devido ao descumprimento do pacto por parte de Teerã.

Os países que seguem no acordo (Rússia, China, Alemanha, França e Reino Unido), no entanto, pediram nesta quarta-feira (10) que o Irã cumpra o pacto, e não apoiam a estratégia de "máxima pressão" dos EUA.

Esse foi o resultado de uma reunião extraordinária da Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), realizada em Viena a pedido dos EUA após a confirmação de que o Irã está armazenando mais urânio enriquecido e a uma pureza superior do que o permitido pelo acordo.

Além dos atritos pelo pacto nuclear, as tensões entre EUA e Irã vêm aumentando desde abril por causa do fim das isenções à compra do petróleo iraniano, pela designação do corpo de Guardiões da Revolução do Irã como terroristas por Washington e pelo aumento da presença militar americana no Oriente Médio.

 

 

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