Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Vídeo mostra ação de agentes e detentos antes do massacre que deixou 58 mortos em presídio no PA

Dois agentes teriam facilitado a saída de presos do bloco carcerário, segundo as investigações. O caso é o segundo maior massacre em presídios registrado no Brasil.

 
 -   /
/ /

Imagens divulgadas nesta sexta-feira (6) mostram a ação de agentes penitenciários e detentos momentos antes das 58 mortes no Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), no sudeste do Pará. Veja no vídeo acima. Dois agentes teriam facilitado a saída de presos do bloco carcerário, segundo as investigações.

O "Massacre em Altamira" é considerado o segundo caso com mais mortes em presídios registrado na história do Brasil. Além dos 58, outros quatro detentos foram mortos durante transferência, após o massacre, totalizando 62 vítimas.

Uma força-tarefa foi iniciada no Pará para controlar as unidades prisionais. Familiares de detentos relatam suspeitas de maus tratos em presídios durante a ação dos agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). As visitas foram suspensas em três unidades.

  • Presídio onde 58 morreram no Pará está superlotado e em condições 'péssimas', aponta CNJ

Facilitação

Polícia do PA prende dois agentes suspeitos de envolvimentos em assassinatos de detentos

Polícia do PA prende dois agentes suspeitos de envolvimentos em assassinatos de detentos

Os agentes penitenciários Diego Leonel Baia e William Costa da Silva foram presos pela Operação Eclusa, suspeitos de facilitar a ação dos detentos envolvidos na rebelião, ignorando protocolos de segurança. Os dois teriam se passado por reféns, segundo a Polícia. As investigações apontam que ambos teriam negociado com os presos responsáveis pelas mortes.

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) informou que não foi cumprido o procedimento de destranca da entrada para o bloco carcerário, por isso, os presos passaram e se aproximaram de um dos agentes que, por não se afastar e manter próximo à grade, foi feito refém. Depois disso, os presos do bloco foram libertados rapidamente e não foi feito alerta para a casa penal.

Ainda segundo a Susipe, o inquérito policial aponta que houve quebra ou falha no procedimento. O protocolo era de conhecimento dos agentes, pois um trabalhava há 15 anos no sistema prisional e outro há 1 anos e 2 meses, de acordo com a Susipe.

Na Operação Eclusa foram apreendidos aparelhos de celulares que serão periciados. O inquérito segue para apurar se houve a participação ou facilitação de mais pessoas no caso, e também, se houve dolo na ação dos agentes.

Diego e William estão presos no Centro de Reclusão Coronel Anastácio das Neves, no Complexo de Santa Izabel do Pará, na região metropolitana de Belém.

Inquérito

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Eclusa é a segunda fase das investigações sobre a rebelião ocorrida na casa penal. No primeiro inquérito, foram apuradas as condutas dos internos rebelados, sendo finalizado com o indiciamento de 84 presos que estiveram ligados à organização criminosa que liderou o motim, no dia 29 de julho.

Ainda segundo a polícia, inicialmente houve a prisão em flagrante de 15 internos que foram identificados, logo após a rebelião, sendo os líderes e executores diretos. No decorrer das investigações foram identificados os demais autores dos crimes e os integrantes da organização criminosa responsável pelas mortes.

Massacre

Covas foram feitas para enterro de presos em Altamira. — Foto: Reprodução/ TV Liberal Covas foram feitas para enterro de presos em Altamira. — Foto: Reprodução/ TV Liberal

Covas foram feitas para enterro de presos em Altamira. — Foto: Reprodução/ TV Liberal

Um confronto entre facções criminosas dentro do presídio de Altamira causou a morte de 58 detentos no dia 29 de julho. Líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram a cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). De acordo com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados.

No dia seguinte, um corpo foi encontrado carbonizado nos escombros do prédio. Na quarta-feira (31), mais quatro presos foram estrangulados durante a transferência em um caminhão-cela, totalizando 62 as vítimas do massacre.

Veja outras notícias da região no G1 PA

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE