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Motorista de aplicativo que atropelou ex-lutador em Belém responderá em liberdade

A Justiça do Pará concedeu alvará de soltura a Jefferson Roger Maciel Barata, motorista que atropelou, em abril deste ano, o ex-lutador de MMA, Rodrigo ''Monstro'' Goiano Lima.

 
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A Justiça do Pará concedeu alvará de soltura a Jefferson Roger Maciel Barata, motorista de aplicativo que atropelou, em abril deste ano, o ex-lutador de MMA, Rodrigo "Monstro" Goiano Lima, em Belém. A vítima não resistiu e morreu no local do atropelamento. Jefferson agora responde em liberdade e foi pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri.

O motorista foi preso no dia 26 de abril, cinco dias após o atropelamento. Em depoimento à polícia ele apresentou uma nova versão para o crime, se disse arrependido e afirmou que não tinha intenção de matar. Jefferson disse que foi agredido antes de atropelar o ex-lutador em Belém. "Quando parei o carro, só vi o relance de um soco em frente ao meu rosto, depois o segundo, o terceiro", disse.

Vídeo mostra lutador sendo atropelado em Belém; motorista presta depoimentos à Polícia

Vídeo mostra lutador sendo atropelado em Belém; motorista presta depoimentos à Polícia

O motorista levava cinco passageiros no veículo - o ex-lutador e quatro mulheres, que estavam no banco traseiro. Após o desentendimento, o ex-lutador foi atropelado e morreu na hora, em um posto de gasolina. Uma mulher que estava caminhando junto com ele conseguiu escapar. O motorista disse à Polícia que queria apenas "dar um susto".

Imagens divulgadas pela Polícia mostram o momento do atropelamento. O teto do carro ficou amassado depois da batida. Veja abaixo.

Vídeo mostra momento em que motorista de aplicativo atropela lutador no Pará

Vídeo mostra momento em que motorista de aplicativo atropela lutador no Pará

"Eles estavam falando muito alto dentro do carro fechado e o volume da voz delas realmente me incomodou. Então pedi que falassem mais baixo, e uma delas pediu que eu abaixasse o volume da música que a outra tinha pedido para aumentar. Eu sei que o meu braço ficou abalado (pela agressão), mas claro que agora não dá para ver", disse à imprensa.

O motorista justificou ainda sobre o motivo de não ter se apresentado logo à Polícia. "O advogado que consegui não tinha demonstrado muita atividade, então fiquei receoso e acabei que, com a ajuda de amigos, consegui um outro advogado, que demonstrou uma atividade mais rápida", afirmou.

Jefferson Barata teve a prisão preventiva decretada e deve responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, além de tentativa homicídio, pela mulher que sobreviveu.

Segundo o delegado Eduardo Rollo, o caso teve motivo fútil e não houve tempo de defesa da vítima. "Pode ser que, como ele fala que foi agredido, ele tenha tido muita raiva para fazer o que fez". Depois do depoimento, o motorista foi levado para o Centro de Recuperação do Coqueiro, onde está à disposição da Justiça.

Nova versão

À imprensa, o advogado de Jefferson Roger Maciel Barata apresentou uma nova versão que contradiz o que as testemunhas e ocupantes do veículos disseram para a Polícia. De acordo com o advogado, Jefferson Barata foi agredido pela vítima e não tinha intenção de matar ninguém.

"Ele não queria mais se esconder. Disse que foi uma viagem tranquila até pedir para uma delas [passageiras] baixar o tom de voz. Eles disseram que não queriam mais e que iam descer do carro. Ele parou o carro, nem desligou o veículo e o 'Monstro' gritou e deu um soco que 'não pegou'. Depois deu uma sequência de socos nele [Jéfferson]", contou o defensor.

O motorista, então, abriu o porta mala, tirou as bagagens dos passageiros e decidiu voltar. Segundo o advogado, a intenção "era assustar e acabou no evento morte".

 

 

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