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Opositor de Nicolás Maduro deixa prisão na Venezuela após passar quatro meses detido

Edgar Zambrano, vice-presidente do Parlamento e aliado de Juan Guaidó, estava detido por traição, conspiração e rebelião civil . Procuradoria venezuelana confirmou a libertação, mas parlamentar não poderá deixar o país.

 
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O vice-presidente do Parlamento da Venezuela, Edgar Zambrano, deixou a prisão nesta terça-feira (17). O parlamentar, um dos principais oposicionistas do regime de Nicolás Maduro e aliado do autoproclamado presidente Juan Guaidó, passou quatro meses detido acusado de crimes de traição.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, confirmou nesta tarde a soltura do parlamentar oposicionista. No entanto, Zambrano terá de se apresentar às autoridades a cada 30 dias e não poderá deixar o país até o fim do processo.

Guaidó comemorou nas redes sociais a libertação de Zambrano. "É uma vitória da pressão cidadã, internacional e, como diz [Michele] Bachelet [alta comissária da ONU para Direitos Humanos], não é uma 'gentileza' da ditadura'."

"Dissemos hoje: eles nunca deveriam ter estado atrás das grades. É uma conquista nossa, que não nos rendemos", escreveu Guaidó.

Juan Guaidó passa em frente de Edgar Zambrano, vice da Assembleia Nacional da Venezuela que foi preso por forças pró-Maduro nesta quarta-feira (8) — Foto: Ivan Alvarado/Reuters Juan Guaidó passa em frente de Edgar Zambrano, vice da Assembleia Nacional da Venezuela que foi preso por forças pró-Maduro nesta quarta-feira (8) — Foto: Ivan Alvarado/Reuters

Juan Guaidó passa em frente de Edgar Zambrano, vice da Assembleia Nacional da Venezuela que foi preso por forças pró-Maduro nesta quarta-feira (8) — Foto: Ivan Alvarado/Reuters

Um dia antes, o regime chavista chegou a um acordo com pequenos partidos de oposição para tentar resolver o impasse político na Venezuela. Como parte do acordo, o governo pediu ao judiciário que revisasse penas aplicadas a presos políticos.

No entanto, o partido Ação Democrática – o mesmo de Guaidó e Zambrano – repudiou o apoio por considerar que a única saída possível para o fim da crise é a retirada de Nicolás Maduro da presidência venezuelana.

Por que Zambrano estava preso?

íder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, discursa para apoiadores em Caracas — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters íder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, discursa para apoiadores em Caracas — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

íder da oposição da Venezuela, Juan Guaidó, discursa para apoiadores em Caracas — Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Braço direito de Juan Guaidó, Edgar Zambrano participou da tentativa de levante militar iniciada em 30 de abril para derrubar o regime de Nicolás Maduro. Porém, os planos fracassaram, e o governo chavista cassou a imunidade parlamentar de congressistas da oposição.

Poucos dias depois, guardas do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) cercaram e guincharam o carro onde Zambrano estava em Caracas. De lá, ele foi conduzido ao Helicoide – prédio na capital venezuelana que guarda opositores do regime de Maduro. Dois dias depois, as autoridades levaram o congressista a uma prisão militar.

De acordo com o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela – corte controlada por juízes favoráveis a Maduro –, Zambrano responderá por "delitos de traição, conspiração e rebelião civil".

 

 

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