Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

Após reunião do rei com partidos, Espanha segue sem coalizão de governo e país deve ter novas eleições

Pedro Sánchez não conseguiu formar um bloco de maioria no Parlamento depois das últimas eleições, realizadas em abril.

 
 -   /
/ /

A Espanha está a caminho de realizar sua quarta eleição nacional em quatro anos, depois que o rei Felipe realizou consultas com os quatro principais partidos -- PSOE, PP, Ciudadanos e Unidas Podemos -- e verificou, nesta terça-feira(17) que não chegaram a um acordo para a formação de um governo.

Caso houvesse perspectiva de que o Congresso aprovasse um novo governo, o rei poderia anunciar que o socialista Pedro Sánchez seria mais uma vez submetido a voto na casa legislativa. No entanto, isso não aconteceu.

Em seguida às reuniões, de acordo com o diário "El País", a sede da monrquia espanhola emitiu uma declaração na qual afirma que, com as informações recebidas, o rei “confirmou que não há candidato que tenha o apoio necessário para que o Congresso dos Deputados lhe outorgue confiaça”.

Oficialmente, o prazo para que uma coalizão capaz de governar seja formada termina à meia-noite de 23 de setembro, o que, em tese, deixa tempo para mais uma tentativa de resolver o impasse que já dura cinco meses. Mas o próprio Sánchez deixou claro que isso não deve acontecer.

O atual primeiro-ministro disse que "o país se vê fadado a repetir as eleições" em 10 de novembro e que as consultas do rei renderam um resultado "claro": não há maioria no Congresso que garanta a formação de um governo.

Sánchez disse ainda que os espanhóis já falaram "muito claramente" em abril passado, quando deram uma vitória ao seu partido, o PSOE. O bloco conservador, ao não formar coalizão, "preferiu nos bloquear", lamentou.

"Pediremos aos espanhóis que digam ainda mais claramente no dia 10 de novembro que sejam ouvidos e que não haverá mais bloqueios", acrescentou.

Embora a economia não tenha sofrido muito até o momento, analistas econômicos dizem que novos atrasos na implementação de reformas em áreas como mão-de-obra e pensões podem começar a impactar.

A Espanha, que possui a quarta maior economia da zona do euro, está no limbo político desde que os socialistas, do líder Sánchez, emergiram como o maior partido nas eleições de abril, mas sem obter uma maioria parlamentar.

Líderes de partidos passaram mais tempo trocando acusações públicas pelo impasse do que negociando de fato, e diversos apelos e iniciativas de última hora não resultaram em qualquer avanço.

"O objetivo é mostrar que eles tentaram até o fim", disse uma fonte próxima às negociações.

O partido de centro-direita Ciudadanos se ofereceu na segunda-feira para ajudar Sánchez a garantir a confirmação do Parlamento como primeiro-ministro se certas condições forem cumpridas, mas Sánchez disse que seu partido já está cumprindo as condições.

O Ciudadanos acusou Sánchez de mentir em sua resposta, e disse que só poderia apoiá-lo se ele cumprisse todas as exigências da legenda.

"A resposta dele é uma piada para todos os espanhóis. Estou pedindo a ele que retifique, volte à constitucionalidade e permita destravar a Espanha", escreveu o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, no Twitter.

Pesquisas de opinião mostram que uma nova eleição pode não acabar com o impasse, uma vez que os socialistas ainda seriam incapazes de obter cadeiras suficientes no Parlamento de 350 membros para garantir a maioria por conta própria.

O conservador Partido Popular (PP), que ficou em segundo na eleição de abril, disse que votaria contra Sánchez.

Pablo Iglesias, líder do partido de extrema-esquerda Unidas Podemos, reafirmou, depois de se encontrar com o rei Felipe, que apoiaria a confirmação de Sánchez apenas se o líder socialista concordasse com um governo de coalizão. Os socialistas já descartaram um governo de coalizão com o Podemos.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE