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Troféus ‘Muiraquitã’ do Festival de Cinema de Alter do Chão têm mensagem de uso sustentável da natureza

Artista da vila balneária confeccionou 30 peças usando materiais colhidos na natureza. Muiraquitãs são figuras que atraem sorte e representam a cultura amazônida.

 
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30 peças e muita representatividade da cultura amazônida. Em forma de muiraquitãs, assim são os prêmios do Festival de Cinema de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. Os troféus foram produzidos por um artesão da própria comunidade que usou matéria-prima respeitando a natureza.

O artesão Rony Borari contou ao G1 que a escolha da forma do troféu foi decidida depois de algumas discussões entre os membros do evento. Precisava ser algo que representasse a cultura e a sustentabilidade, além do significado ser algo marcante. Neste caso, a sorte.

  • Confira a programação do FestAlter, incluindo mostras e demais atividades

Uma peça modelo foi elaborada para servir como exemplo e o artesão teve a missão de encontrar uma madeira com traços fortes para confecção dos troféus. “Como não tínhamos madeira Jacarandá disponível, fomos para a mata atrás. Encontramos um pedaço que já estava com grande parte estragada, mas serramos e comecei a trabalhar”, disse Rony.

Cada troféu tem uma aplicação em metal e a base em marchetaria de osso e madeira. O da categoria principal mede 15cm de altura e o detalhe é em ouro. “Esses materiais foram retirados da natureza há muito tempo, nós estamos apenas dando outra forma através do reaproveitamento. A ideia é mostrar que podemos fazer sem destruir”, acrescentou o artista.

Para cada categoria do festival haverá um troféu muiraquitã. De acordo com o coordenação, o prêmio foi denominado e formatado como “muiraquitã” porque é considerado um amuleto que traz felicidade e sorte para quem o possui. O conceito foi materializado por mãos de nativos de Alter do Chão.

O Festival

O conceito do FestAlter é “um olhar para a Amazônia, para os povos do mundo, para a valorização da natureza e o reconhecimento dos direitos globais”. O evento será realizado de 21 a 27 de outubro, no Sairódromo, na vila balneária e tem entrada gratuita para o público.

A coordenação contabilizou inscrições de 98 países com 1.979 produções, sendo 441 só do Brasil. Para participar da Mostra Competitiva do Festival foram selecionados 241 filmes, de 48 países. Desses, 120 são produções feitas na Amazônia.

Área de programação do Festival de Cinema de Alter do Chão, no Pará — Foto: Divulgação Área de programação do Festival de Cinema de Alter do Chão, no Pará — Foto: Divulgação

Área de programação do Festival de Cinema de Alter do Chão, no Pará — Foto: Divulgação

As categorias são de curtas, médias, longas-metragens, documentário, ficção, experimental e/ou animação, filmes realizados com celulares, documentário de divulgação científica, primeiro jovem cineasta, soluções comunitárias, filmes indígenas e filmes realizados por mulheres. “Haverá também uma mostra paralela e mostra de convidados com mais de 50 exibições”, disse Locca Faria, diretor geral do festival.

Duas tendas climatizadas serão montadas na estrutura que o FestAlter irá oferecer para os sete dias do evento. “Nos dois espaços terão 250 cadeiras, cada, com telão e acústica adequada. Queremos oferecer, de fato, a experiência total do cinema”, enfatizou Locca ao falar sobre a experiência do público durante o evento.

Curadoria e júri

Por meio de um comitê avaliador composto por importantes personalidades da indústria cinematográfica brasileira, foram selecionados filmes nacionais e internacionais que irão compor a programação do FestAlter.

O júri será formado por cineastas, educadores e jornalistas de várias regiões do Brasil envolvidos com o audiovisual, entre os quais, Flavio Tambellini, Ana Helena Gomes, Jodele Larcher, Ericka Bauer, Emanoel Loureiro e Fernando Mamari.

 

 

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