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'''Parasita''' pode ir além do Oscar de filme internacional com farsa sobre luta de classes; G1 já viu

Novo filme do coreano Bong Joon-Ho é favorito na categoria após ganhar Palma de Ouro em Cannes, mas pode e deve sonhar com indicação a melhor filme no prêmio da Academia.

 
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Ao ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes em maio, o sul-coreano "Parasita" já havia praticamente se garantido como um dos maiores concorrentes ao Oscar de melhor filme internacional.

Mas a farsa sobre luta de classes, que vai do limite do pastelão ao thriller, estreia no Brasil nesta quinta-feira (7) com chances reais de conquistar pelo menos uma indicação à categoria principal da Academia.

Além de estatuetas, "Parasita" também deve sacramentar o diretor Bong Joon-Ho como um dos grandes nomes da atual geração de todo o mundo.

Trailer de 'Parasita

Trailer de 'Parasita'

Uma família muito unida

O filme conta a história – que se passa na Coreia do Sul, mas que assusta com o quão universal é – de duas famílias em cantos opostos das classes sociais.

Os Kim moram em um porão infestado por insetos e têm de roubar o Wi-Fi do vizinho sentados na privada, único ponto em que o sinal funciona.

Já os Park moram em uma bela casa projetada por um renomado arquiteto com direito a jardim espaçoso e ensolarado e até a bunker secreto no subsolo.

Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

Choi Woo-sik, Song Kang-ho, Jang Hye-jin e Park So-dam em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

Duas realidades tão distintas se encontram quando o jovem filho dos Kim, através de uma pequena mentira, se torna professor particular da jovem filha dos Park.

Pequeno golpe depois de pequeno golpe, toda a sua família em breve conquista diferentes funções no lar. Tudo muito bem, até que o retorno inesperado da antiga governanta da casa dá o velho toque surreal do cinema coreano que ameaça tudo.

Ricos legais ou legais porque são ricos?

O roteiro que Bong assina com Han Jin-won, seu diretor assistente em "Okja" (2017), constrói o contraste entre as óbvias diferenças entre as famílias. Criado de forma leve, mesmo que não muito sutil, a mensagem nunca soa moralista demais.

Choi Woo-sik em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação Choi Woo-sik em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

Choi Woo-sik em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

A distância entre os Park, que pouco aparecem juntos na mesma cena, parece cada vez maior refletida na proximidade dos Kim. Aglomerados no porão onde moram, são ainda mais unidos na execução de seu plano.

"Eles são legais para pessoas ricas", diz o pai (interpretado pelo sempre excelente Song Kang-ho). "Eles são legais porque são ricos", responde a mãe, no último momento de tranquilidade que serve como o melhor exemplo de uma das discussões do filme.

Completamente bêbados, os personagens também ilustram quão pouco a sério a trama se leva.

Jung Ji-so, Lee Sun-kyun e Jo Yeo-jeong em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação Jung Ji-so, Lee Sun-kyun e Jo Yeo-jeong em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

Jung Ji-so, Lee Sun-kyun e Jo Yeo-jeong em cena de 'Parasita' — Foto: Divulgação

Nervosas risadas

Desta cena em diante o filme entra em uma espiral de loucura e imprevisibilidade excepcional que deve gerar as reações mais desesperadas no público.

O bonito é que, por mais que a tensão cresça de forma exponencial, Bong nunca deixa escapar o tom do humor físico que dominava até então. Com isso, não importa quão absurdas sejam as situações, elas se encaixam com as regras criadas pelo roteiro.

Tudo isso, somado às incríveis atuações do elenco liderado por Song, credencia "Parasita" como um dos melhores filmes do ano, senão o melhor até o momento.

E deve fixar de uma vez a posição do cineasta como um dos mais importantes do mundo, principalmente depois de obras como "O hospedeiro" (2006), "Mother - A Busca Pela Verdade" (2009) e o americano "Expresso da amanhã" (2013).

 

 

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