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Ministro da Fazenda chileno diz que pode haver nova queda na expectativa de crescimento econômico

Ignacio Briones afirmou que ''não se pode descartar'' que alta do PIB fique abaixo de 2%. Para 2020, projeção também foi revista, para 2,3%, em vez de 3,3%.

 
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O ministro da Fazenda do Chile, Ignacio Briones, disse que o governo pode reduzir novamente sua expectativa de crescimento econômico para 2020 e que "não se pode descartar" que em 2019 o PIB fique abaixo de 2%.

Em entrevista publicada neste domingo (10) pelo jornal La Tercera, Briones afirmou que há "sinais bastante preocupantes" que permitem prever que o último trimestre deste ano será "muito ruim", em meio à onda de protestos sociais que sacode o Chile há mais de três semanas.

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Milhares de manifestantes protestam no centro de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (8) — Foto: Esteban Felix/AP Photo Milhares de manifestantes protestam no centro de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (8) — Foto: Esteban Felix/AP Photo

Milhares de manifestantes protestam no centro de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (8) — Foto: Esteban Felix/AP Photo

"Ajustamos para baixo nossa projeção de crescimento, de 3,3% para 2,3% (para 2020) e, se precisarmos revisá-la novamente, o faremos. Não se pode descartar que se cresça menos de 2% este ano", declarou o ministro.

"Alguém pode pensar que o que está acontecendo não afeta o crescimento? Que a situação de desordem que temos não afeta o crescimento? Que a situação de irrupção social e anormalidade não afeta?", disse Briones.

"A economia de mercado não é incompatível com uma agenda social potente e um Estado tremendamente eficiente", afirmou.

Nesta semana, o governo reduziu suas estimativas de crescimento para este ano e o próximo em meio à onda de protestos contra o governo e o modelo econômico. As manifestações deixaram pelo menos 20 mortos, centenas de feridos e grandes danos na infraestrutura e no comércio.

Até agora, para 2019 o governo prevê uma expansão de 2%, com um intervalo entre 1,8% e 2,2%, ante estimativa anterior de 2,6%.

 

 

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