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Quatro estados respondem por mais de 80% do desmatamento na Amazônia

Pará, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia registraram 8213km² de área desmatada entre agosto de 2018 e julho de 2019

 
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Quatro estados da Amazônia Legal foram responsáveis por 84,13% do desmatamento na região, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No levantamento divulgado nesta segunda-feira (18), entre agosto de 2018 e julho de 2019, o Pará liderou o desmate da floresta, seguido por Mato Grosso, Amazonas e Rondônia.

Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). O desmatamento na Amazônia foi de 9.762 km² de agosto de 2018 a julho de 2019, e os quatro estados responderam por uma área desmatada de 8.213 km².

Área de desmatamento nos estados, segundo dados do Prodes em 2019 (agosto/18 - julho/19) — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1 Área de desmatamento nos estados, segundo dados do Prodes em 2019 (agosto/18 - julho/19) — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1

Área de desmatamento nos estados, segundo dados do Prodes em 2019 (agosto/18 - julho/19) — Foto: Rodrigo Sanches/Arte G1

Pará tem maior contribuição

Com 3.862 km² de área desmatada, o estado do Pará teve a maior contribuição com o desmatamento da região. Foram 39,56% de toda a floresta derrubada.

Mato Grosso, Amazonas e Rondônia ultrapassaram os mil km² de desmatamento e foram, nesta ordem, os estados que mais contribuíram com o aumento da taxa de desmate atrás do Pará.

Veja os índices de desmatamento em cada estado

Desmatamento por estado da Amazônia Legal

Fonte: Prodes/Inpe deslize para ver o conteúdo

Maior desde 2008

O desmatamento na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi de 9.762 km², maior número desde 2008, quando a floresta teve mais de 12 mil km² de sua área derrubada.

Em relação ao levantamento do ano passado, houve um aumento de 29,5% de áreas desmatadas em relação ao período de agosto de 2017 a julho de 2018 – quando foram registrados 7.536 km².

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O sistema usa esse intervalo porque ele abrange tanto as épocas de chuva quanto as de seca na região amazônica. Desse modo, envolve os momentos mais cruciais no "ciclo do desmatamento" e é capaz de identificar eventuais influências do clima. O desmatamento costuma ser seguido de queimadas.

Desmatamento na Amazônia - dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1 Desmatamento na Amazônia - dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Desmatamento na Amazônia - dados do Prodes — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Realizado desde 1988, o levantamento do Prodes é considerado o mais preciso para medir as taxas anuais de desmatamento no Brasil. Porém, a informação publicada nesta segunda ainda é preliminar: como em todos os anos, o Inpe revisará o dado no primeiro semestre de 2020, e chegará à taxa consolidada.

O Prodes faz seu mapeamento com imagens dos satélites Landsat, CBERS e ResourceSat. O sistema consegue quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. Também registra o chamado "corte raso" das florestas, que é a remoção completa da cobertura florestal primária. Segundo o Inpe, o nível de precisão do Prodes é de aproximadamente 95%.

 

 

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