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Médicos da Pró-Saúde na Região Amazônica atuam com pesquisas, procedimentos avançados e atendimento indígena

 

A busca pela execução de serviços de saúde com qualidade, excelência e resolutividade na Região Amazônica, traz consigo muitos desafios. Para que esses obstáculos sejam vencidos, a assistência médica é um dos principais alicerces do trabalho pelos hospitais gerenciados pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar.

Em conjunto com a assistência, as unidades estão cada dia mais capacitadas para a realização de procedimentos avançados, pesquisas inovadoras, além de atendimento urbano e acolhimento especializado aos povos indígenas.

Entre os dez hospitais que a entidade gerencia região Amazônica, sete são públicos e administrados sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA), no Pará. Em meio a Região Amazônica e acolhendo a uma população estimada em mais de 1,1 milhão de pessoas residentes em 20 municípios do Oeste do Pará, o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), localizado em Santarém, conta com o trabalho de 137 médicos e é referência no serviço de assistência médica de alta complexidade.

“Recentemente fizemos novas cirurgias de alta complexidade, de cabeça e pescoço e de mobilidade no quadril, com o apoio de médicos de São Paulo. Esse desenvolvimento profissional dos nossos médicos, por meio de intercâmbio de conhecimentos, leva à população um serviço de excelência que consolida o HRBA como um dos melhores hospitais do Norte do Brasil”, comentou o diretor Hospitalar do HRBA, Hebert Moreschi.

Por sua vez, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), um dos principais centros de formadores de profissionais da saúde, localizado em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, recebe pacientes de 25 municípios para tratamentos de alta e média complexidades em traumatismos e queimados. Devido às distâncias territoriais que são um desafio na região, para garantir a preservação de vidas, em muitos casos, os pacientes são resgatados de helicóptero, em operações que envolvem a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) e a Força Aérea Brasileira (FAB).

Os pacientes do HMUE, em sua maioria, são da área urbana vitimados por lesões provocadas em atividades do dia a dia, como acidentes. No Metropolitano, os casos graves necessitam de cirurgias, outro desafio para as equipes médicas e assistenciais pela variedade de lesões oriundas da violência urbana.

Retaguarda de unidades hospitalares como o HMUE, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, faz em sua grande maioria, atendimentos de traumato-ortopedia. Entre os procedimentos realizados pela unidade, a cirurgia de alongamento ósseo já é referência na instituição por se tratar do único Hospital Público da região norte a realizar o método.

Em média, 27 cirurgias de alongamento ósseo são feitas mensalmente no HPEG. O tratamento de reconstrução e alongamento ósseo é realizado para a correção das distorções de tamanhos dos membros superiores e inferiores causados, geralmente, por traumatismos em acidentes de trânsito. Nesse procedimento, o osso é fixado com fios ou pinos ligados através de barras num “fixador externo”, com o mínimo de agressão local. Após a fixação, é feito um corte no tecido ósseo para que um novo tecido possa ser regenerado no local da intervenção.

Com a prática constante de um atendimento humanizado, o corpo médico do Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, possui 97% de aprovação dos usuários. Com cirurgias de média e alta complexidade, a unidade é referência em Neurocirurgia, Obstetrícia de Alto Risco, Traumato-ortopedia, Cardiologia, Cirurgia Pediátrica, Nefrologia, Anestesiologia, entre outros. "A equipe médica que faz parte do HRSP é altamente qualificada, formada por profissionais que se preocupam em se capacitar constantemente, oferecendo um serviço de qualidade avançado”, explica o diretor Técnico do HRSP, médico Cassiano Barbosa.

Ensino e Pesquisa

Cerificado com Hospital Ensino pelo Ministério da Saúde desde 2014, o HRBA é referência não apenas na região Norte do País. A unidade já foi local de intercâmbio para estudantes de medicina do Paraguai, Espanha, Bélgica e Bolívia. Em fevereiro deste ano, o HRBA inaugurou o Centro de Estudos e Pesquisas (CEP). O complexo, que conta com laboratórios, espaço para avaliação física e salas de aula e de reunião, é o primeiro centro a funcionar dentro de um hospital na Amazônia.

O Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, referência para o atendimento de crianças e adolescentes de municípios do Pará e estados vizinhos como o Amapá, desde 2017 conta com acesso à plataforma de educação online “Onco Ensino”, para levar educação em oncopediatria a profissionais que atuam em instituições de atendimento do SUS. A ferramenta é promovida pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), com apoio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica do Ministério da Saúde.

Em 2019, o Oncológico Infantil, que possui mais de 100 médicos, conseguiu ampliar de 10 para 60 o número de vagas disponibilizadas para participação em cursos como Cuidados Oncológicos na Atenção Básica, Transplante de Medula Óssea, Cuidados Paliativos em Oncologia, Humanização na Saúde, entre outros.

No Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB), há o constante investimento em cursos que contribuem com o crescimento técnico do corpo clínico e enfermeiros obstetras. Atitudes que permitem às equipes, um trabalho de forma alinhada, com foco nos atendimentos de alta e média complexidades direcionados às gestantes e aos recém-nascidos da região do Baixo Tocantins, que é o público alvo principal do HMIB.

"Um dos cursos que estamos participando atualmente é reconhecido nacionalmente. O curso de Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia (ALSO) é preconizado pelo Ministério da Saúde. Médicos e a coordenadoria de enfermagem da unidade fizeram parte do treinamento. Por meio do curso, é possível adquirir habilidades para intervir sobre as intercorrências obstétricas, conseguindo aplicar os principais protocolos na prevenção de hemorragias pós-parto, e identificação com intervenção nas distorcias de parto" explica a médica pediatra e diretora Técnica do HMIB, Mary Mello.

Já o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), oferta atendimento médico de qualidade na saúde pública, em uma região no coração da Amazônia. Referência na região, o Hospital Regional da Transamazônica estimula a profissionalização e capacitação dos colaboradores e médicos, proporcionando o crescimento profissional e científico por meio de treinamentos programados e capacitações internas, tanto nas atividades assistenciais da Unidade, quanto nas ações relativas à qualidade. Dessa forma, o Hospital tem o objetivo de aumentar o potencial profissional dos médicos que atuam na Unidade, e assim seguir sendo referência em atendimento público de saúde na região amazônica.

Atendimento médico aos índios

Em regiões afastadas, os Hospitais de Porto Trombetas, em Oriximiná, e Hospital 5 de Outubro, em Canaã dos Carajás, atuam no atendimento privado à população. No Hospital Yutaka Takeda (HYT), em Parauapebas, além do atendimento à comunidade local, os médicos também atendem a tribo indígena Xikrin. A experiência de atender o povo indígena, transformou a rotina dos profissionais, que atuam de forma a respeitar a cultura da tribo, atrelado ao cuidado seguro e humanizado.

Segundo a diretora técnica do Hospital, Roberta Pinheiro, o atendimento ao usuário indígena apresenta algumas particularidades que precisam ser respeitadas, como no caso das mulheres que só podem consultar com a presença do marido ou um responsável da tribo. “Aqui eles também possuem um ambiente próprio para que se sintam acolhidos, nos casos de internações. Os médicos do Pronto Socorro já estão bem familiarizados com a língua deles”, disse Roberta ao enfatizar o compromisso da instituição com o atendimento de qualidade a qualquer usuário do serviço. “Entendendo a beleza das diferenças, podemos prestar um atendimento humanizado e adequado a essa população”, frisou Roberta.

“Essa somatória de esforços, atrelados as ferramentas modernas de gestão, faz com que a experiência de nossos médicos, no meio da Amazônia brasileira, seja um laboratório único e diversificado na formação de profissionais qualificados para atenderem à população com qualidade, e com o que há de melhor na área da medicina ”, avalia o diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Rogério Kuntz.

 

 

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