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Homem é condenado a 18 anos de prisão por matar vizinho na invasão Riacho Doce, em Belém

Crime ocorreu em 2010, perto de arena de futebol. O réu nega participação no assassinato.

 

Um homem foi condenado a 18 anos de prisão por ter assassinado um vizinho próximo de uma arena, na área da invasão Riacho Doce, bairro do Guamá. A decisão do 3º Tribunal do Júri de Belém foi divulgada nesta segunda-feira (2).

O crime ocorreu por volta das 19h, do dia 03/08/2010. Três indivíduos efetuaram diversos disparos matando a vítima em via pública. A motivação não foi elucidada. Um segundo acusado teve a punibilidade extinta por ter morrido e um terceiro não foi indiciado,

O réu Manoel Barbosa dos Santos Junior, 31 anos, foi condenado como autor do crime de homicídio qualificado contra Carlos André Maciel da Costa, 27 anos. A pena aplicada ao réu foi de 18 anos de reclusão a ser cumpridos em regime inicial fechado. O réu é preso de outro processo e se encontra custodiado em presídio federal, no Estado de Mato Grosso e foi conduzido até o fórum de Belém para participar do júri.

Em interrogatório, o réu negou ser autor do crime de homicídio. Disse que conhecia a vítima por serem ambos moradores da área do Riacho Doce. O acusado confirmou que estava saindo da Arena junto com outros e ao ouvirem tiros saíram correndo do local. O réu alegou que não fugiu e que saiu de casa por ter terminado com sua companheira passando a morar em outro bairro com sua mãe.

A condenação acolheu a sustentação do promotor do júri, Edson Augusto Souza. A promotoria considerou o depoimento de uma testemunha parente da vítima, que foi ouvida em duas etapas da apuração e confirmou as acusações em desfavor do réu. Ela ouviu o primeiro tiro e após abrir sua porta e ir até a rua reconheceu o réu correndo atrás da vítima e efetuando mais disparos de arma de fogo.

Atuaram em defesa do acusado os advogados Alan Barboza, Verena Cerqueira Cardoso e Julianne Espírito Santo Macedo, que sustentaram a tese de negativa de autoria, com base nas declarações do acusado.

Nos argumentos da defesa, as testemunhas ouvidas pela polícia não compareceram à justiça para confirmar as acusações, entre elas a ex-companheira do réu, que disse ter ido à venda próximo de sua casa quando houve o crime. Na ocasião, um morador da rua disse para ela sair dali pois estavam acusando seu então companheiro.

Nenhuma testemunha compareceu ao júri para confirmar depoimentos que apontam o acusado como um dos autores do crime.

 

 

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