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Jovem procura a polícia de Oriximiná e diz que matou o irmão em legítima defesa

Beneildo Barbosa contou à polícia que era constantemente ameaçado e agredido pelo irmão Marilson Barbosa.

 
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Dois dias após ter tirado a vida do irmão Marilson Barbosa, com vários golpes de faca e cacetadas, o jovem Beneildo Barbosa se apresentou à Polícia Civil de Oriximiná, oeste do Pará, na segunda-feira (02) e alegou ter agido em legítima defesa.

Beneildo esteve na delegacia pela manhã, mas devido ao grande movimento no local, o escrivão Carlos Sardinha pediu que ele retornasse à noite. Por volta das 19h ele retornou e deu sua versão dos fatos.

“Ele relatou que vinha sofrendo agressões físicas e ameaças do irmão, e que sua mãe também era agredida por Marilson. Beneildo contou que o irmão quebrava tudo em casa e ficava violento quando bebia e usava drogas. No dia do crime eles se desentenderam e quando Marilson correu para pegar um toco que ele escondia embaixo da cama, Beneildo foi atrás e deu o primeiro golpe de faca”, contou o escrivão Carlos Sardinha.

Ainda de acordo com o escrivão, Beneildo contou que no dia anterior ao crime, Marilson havia lhe ameaçado de morte. Para evitar confronto, ele foi dormir na casa de sua namorada. No sábado, retornou para a casa de sua mãe e quando foi tomar banho, mais uma vez o irmão partiu pra cima dele dando um soco em seu olho direito.

“Após levar um soco, Beneildo e o irmão travaram luta corporal, segundo o relato dele. A vítima correu para pegar um toco embaixo da cama, mas antes que pegasse Beneildo deu a primeira facada e depois a segunda, depois ele disse que perdeu o controle e perdeu a conta de quantas facadas deu, e ao perceber que o irmão não se mexia mais, ainda deu duas cacetadas”, contou o escrivão.

Faca e pedaço de madeira usados no crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação Faca e pedaço de madeira usados no crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Faca e pedaço de madeira usados no crime — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Beneildo contou à polícia que após o crime ele correu para o mato e ficou escondido até lá por um tempo, depois buscou abrigo na casa de um amigo na região de Paraisópolis e no domingo e na segunda decidiu procurar a polícia e se entregar.

Segundo o escrivão Carlos Sardinha, além de alegar legítima defesa, Beneildo disse que é trabalhador e nunca teve passagem pela polícia. Marilson já tinha passagem na polícia por tráfico de droga e violência doméstica.

“O Beneildo disse que está muito arrependido, mas que não pode mais fazer nada para devolver a vida do irmão. O delegado mandou tombar inquérito que ao final será remetido à justiça, que é quem vai decidir se decreta a prisão ou não. Beneildo vai responder por homicídio”, finalizou o escrivão.

*Colaborou Márcio Garcia, de Oriximiná

 

 

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