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RONDÔNIA: Estado cria ações de combate para municípios com altos índices de infestação para Aedes aegypti

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOPara as autoridades de saúde, o começo do ano é fundamental no combate contra o mosquito Aedes aegypti. Nesse período, com a alternância de chuvas e calor, os ovos do inseto eclodem em ambientes líquidos e podem sobreviver até que poças e espaços se encham de água. Por causa disso, o governo de Rondônia se preocupa em tomar medidas antes que as águas caiam sobre os municípios. Como a coordenadora do Programa de

Dengue e outras Arboviroses do estado, Bárbara Moura Lopes, detalha.

“Nós estamos passando por nossos municípios, em que devemos fazer educação em saúde, mutirões de limpeza, incentivar os moradores a fazer a limpeza no seu quintal. Hoje, nosso estado conta com sete municípios com Índice de Infestação em estado de risco e 30 em estado de alerta. E os criadouros principais são os lixos e os pneus”.

As ações são promovidas com os municípios e bairros com índices mais preocupantes. É por isso que cidades como Espigão d’Oeste recebem atenção especial. O Índice de Infestação Predial de lá, nos dados liberados em novembro de 2019, alcançou o valor de 10,5, considerado de risco de exposição altíssimo. O valor indica a quantidade de imóveis com presença do mosquito. Com um número tão alto, é mais fácil que ele infecte mais pessoas.

Morador do bairro Morada do Sol, o servidor público Adalberto Coelho, de 52 anos, não ficou surpreso quando percebeu que estava com febre, dores na articulação, indisposto e sem apetite. Foi logo atrás do diagnóstico que confirmasse a dengue. Depois, ainda vieram manchas no corpo e coceiras. A suspeita antecipada do que era a doença estava diretamente relacionada com os índices do município.

“Olha, aqui a gente tem o mosquito praticamente em todos os bairros da cidade, mas pode ter sido até mesmo no bairro onde eu moro, na minha casa ou, às vezes, até mesmo no meu trabalho. Porque ele ataca mais durante o dia, né? É muito difícil a gente precisar o local aonde a gente foi contaminado”.

Rondônia ainda conta com outros seis municípios em estado de alerta, acima de 4 no Índice de Infestação Predial. Essas taxas se refletiram nos 810 casos prováveis de dengue registrados de janeiro a dezembro de 2019 no estado. No mesmo período, as autoridades de saúde notificaram 106 casos de chikungunya e 59 de zika. Os dados são do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

Então, em caso de suspeita, com o surgimento de qualquer sintoma, é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico e prescrição dos medicamentos. A automedicação deve ser evitada, pois pode piorar as condições físicas e até levar à morte.

Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

 

 

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