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Banqueiro português envolvido no '''Luanda Leaks''' é encontrado morto

Ele era administrador das contas de Isabel dos Santos, filha mais velha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos. Considerada a mulher mais rica da África, ela está envolvida em um escândalo de corrupção.

 
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O diretor do EuroBic Nuno Ribeiro da Cunha foi encontrado morto na noite de quarta-feira (22) na casa onde morava em Lisboa, em Portugal. O banqueiro de 45 anos teria se enforcado, de acordo com a polícia local. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Ele era diretor do “private banking do EuroBic” e administrador das contas de Isabel dos Santos, filha mais velha do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos, que é suspeita de corrupção. O escândalo está sendo chamado pela imprensa de “Luanda Leaks”.

Isabel dos Santos — Foto: Miguel Riopa/ AFP Isabel dos Santos — Foto: Miguel Riopa/ AFP

Isabel dos Santos — Foto: Miguel Riopa/ AFP

O banqueiro também tinha sido indiciado na quarta-feira pela justiça de Angola, assim como Isabel dos Santos, considerada a mulher mais rica da África e a principal acionista do EuroBic.

De acordo com a polícia, os indícios encontrados em sua casa de Lisboa apontam para suicídio, diferentemente, do que aconteceu em 7 de janeiro. Nessa ocasião, ele foi encontrado por sua empregada doméstica com golpes nos pulsos e perfuração no abdômen em sua na casa de veraneio no Alentejo.

‘Luanda Leaks’

Procuradoria de Angola formaliza acusação contra Isabel dos Santos por corrupção

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A morte de Nuno Ribeiro da Cunha acontece em um momento em que são investigadas transferências bancárias da petrolífera angolana Sonangol de pelo menos 38 milhões de dólares, realizadas em 16 de Novembro de 2017 (um dia após a exoneração de Isabel dos Santos da empresa). O dinheiro foi transferido para uma conta bancária em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O “Luanda Leaks” foi revelado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), no domingo (19). Mais de 715 mil arquivos foram analisados e apontam que Isabel teria desviado dinheiro dos cofres públicos de Angola.

Os documentos detalham o funcionamento interno de cerca de 400 empresas e filiais, criadas desde 1992 e espalhadas por 41 países, nos quais Isabel dos Santos e seu marido congolês Sindika Dokolo têm negócios. A fortuna de Isabel é estimada em mais de US$ 3 bilhões, graças à a atuação em variados setores como energia, telecomunicações, bancos, varejo e imprensa, entre outros.

Eleição

Isabel dos Santos analisam uma provável candidatura às eleições presidenciais. O pai dela governou o país por 38 anos. Até ao dia 27 de setembro de 2017, o clã dos Santos era intocável em Angola. Nesse dia, o sogro de Sindika Dokolo perdeu a presidência e, desde então, a família acumula, em Angola, contratempos administrativos e judiciais.

 

 

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