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Vítimas relatam drama de serem alvos de '''fake news''' no Pará

Polícia Civil emitiu alerta sobre as implicações criminais que o compartilhamento de informações falsas pode acarretar.

 
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Nesta semana, Messias Silva de Almeida e Jéssica Tainá Sarmento Monteiro compareceram à Polícia para registrar boletim de ocorrência. Os dois são vítimas de 'fake news', notícias faltas que são viralizadas em redes sociais.

Nesta sexta-feira (24), a Polícia Civil emitiu alerta informando que a a pessoa que divulgar informações e imagens nas redes sociais, acusando indevidamente alguém, pode responder criminalmente. Além disso, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Alberto Teixeira, a divulgação de notícias falsas pode induzir o trabalho da Polícia ao erro.

"Toda informação que chega à nossa equipe de investigação é averiguada. Se existem várias ocorrências inconsistentes, que exigem nossa atenção, pode ser que a verdadeira informação demore a ser investigada", alertou o delegado.

Fake: motorista por aplicativo assaltante

Nos últimos dias a imagem de um motorista de aplicativo, seguido de áudio, viralizou nas redes sociais. A imagem utilizada foi a do motorista por aplicativo Messias Silva de Almeida. Segundo a descrição do áudio, o motoristas que estava com a imagem divulgada assaltava os clientes assim que entravam no carro.

"Eu estava trabalhando normalmente quando eu recebi uma ligação. Eu fui ver, era do meu irmão, dizendo que estava rolando um áudio e uma foto minha fazendo assalto", contou Messias.

"Meu celular não parou de tocar. era mensagem, era áudio. Não consegui dormir direito", completou.

Assustado, Messias Almeida foi à delegacia para esclarecer que ele não era o assaltante.

"Na hora que eu fui desembarcar um passageiro, eu aceitei uma chama próximo ao local. Eu suspeito que seja essa pessoas porque ele abriu a porta e se assustou".

Messias Silva de Almeida teve sua imagem atrelada à 'fake news' de motorista por aplicativo assaltante em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal Messias Silva de Almeida teve sua imagem atrelada à 'fake news' de motorista por aplicativo assaltante em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

Messias Silva de Almeida teve sua imagem atrelada à 'fake news' de motorista por aplicativo assaltante em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

Fake: sequestradora com seringa

Na última sexta-feira (17), boatos apareceram sobre o caso de uma mulher suspeita de tentar sequestrar crianças nos bairros do Marco, Barreiro, em Belém, e Cidade Nova, em Ananindeua. Uma das vítimas da suposta sequestradora compareceu à delegacia e realizou o retrato falado.

O retrato falado foi divulgado pela imprensa e redes sociais, a partir deste momento começou o tormento da vendedora Jéssica Tainá Sarmento Monteiro. Uma foto sua passou a circular pelas redes sociais associada ao crime de tentativa de sequestro das crianças.

Jéssica Tainá Sarmento Monteiro teve imagem atrelada à 'fake news' da suposta sequestradora de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal Jéssica Tainá Sarmento Monteiro teve imagem atrelada à 'fake news' da suposta sequestradora de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

Jéssica Tainá Sarmento Monteiro teve imagem atrelada à 'fake news' da suposta sequestradora de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

"Pegaram uma foto minha, que eu estava sentada, jogaram nas redes sociais. Falaram que eu era a mulher que raptava crianças, tava com injeção com sangue", contou a vendedora. Na imagem, Jéssica aparecia sentada esperando uma cliente.

Segundo a vendedora, com a viralização da sua imagem ameaças começaram a aparecer e com isso o seu medo de sair na rua aumentou.

"Mandara muitas mensagens para minhas redes sociais, para o meu whatsapp, me ameaçando. Muita coisa ruim".

Jéssica Tainá Sarmento Monteiro foi fotografada e colocada em 'fake news' sobre sequestro de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal Jéssica Tainá Sarmento Monteiro foi fotografada e colocada em 'fake news' sobre sequestro de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

Jéssica Tainá Sarmento Monteiro foi fotografada e colocada em 'fake news' sobre sequestro de crianças em Belém — Foto: Reprodução/TV Liberal

A vendedora conseguiu identificar a pessoas que divulgou sua imagem como sendo a sequestradora de crianças e foi à delegacia registrar o boletim de ocorrência.

"O certo, se ela estava desconfiando de mim, ligar no 181, ou ir numa delegacia porque isso é trabalho da delegacia e não dela", concluiu.

 

 

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