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Atleta paraense relata medo do coronavírus na China e mostra ruas desertas após restrições; veja vídeo

Jucelino Júnior tenta sair da cidade de Zhuhai, onde quatro casos já foram confirmados. A epidemia já matou 26 pessoas e tem quase 900 casos confirmados.

 

"Eu 'tô' muito a fim de ir embora. O negócio aqui foi da noite para o dia, praticamente todo mundo desapareceu", relata o atleta paraense Jucelino Júnior, que vive na China desde outubro de 2019 e está em Zhuhai, cidade que registrou quatro casos confirmados do coronavírus. Em vídeo, o atleta mostra ruas desertas e os mercados desabastecidos, situação que o deixou com medo e buscando sair do país. A epidemia já matou 26 pessoas e tem quase 900 casos confirmados.

Zhuhai é uma das cidades com restrições de circulação na China. Em Hubei, ao menos dez cidades estão com a medida nesta sexta-feira (24), para tentar frear o contágio do coronavírus. A restrição afeta cerca de 30 milhões de pessoas, de acordo com a rede de notícias CNN. A cidade de Wuhan, epicentro da epidemia, incluindo as províncias, está sob quarentena. Outras cidades afetadas pela medida são Ezhou, Huanggang, Chibi, Xiantao, Zhijiang, Qianjiang, Huangshi, Xianning e Yichang.

Jucelino Junior é destaque mundial de High Diving (salto de penhascos) e está na China com uma companhia de circo aquático que faz apresentações artísticas. Ele já foi dublê do ator Thiago Martins, quando representou um praticante de saltos ornamentais. Em Zhuhai, ele trabalha em um dos maiores teatros do mundo, com capacidade para 7 mil pessoas, mas todos os shows estão suspensos.

Nesta sexta (24), o país comemora o Ano Novo Chinês, mas com as cidades em quarentena as programações foram canceladas. De acordo com Jucelino, foi assustador perceber que em uma cidade tão populosa está com praticamente tudo fechado.

"A falta de informação é o mais difícil. A primeira língua aqui é o chinês, depois russo, depois espanhol e só depois o inglês. É muito louco, ontem 'tava' tudo tranquilo, mas hoje está parecendo a cidade dos mortos-vivos. Já estocaram comida, os mercados 'tão' quase todos fechados. Muitas coisas já estão em falta, inclusive as máscaras de respiração. Temos que aguardar até amanhã, quando vão dar outros esclarecimentos. A ordem é não sair na rua, nada de locais públicos e usar máscaras sempre", relata.

Preocupação da família

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Jucelino está em deslocamento para Macau, região na costa sul da China, onde não há restrição de circulação. Não é a primeira vez que o atleta passa por uma situação delicada como essa. Em 2017, ele estava na Flórida quando o furação Irma chegava aos Estados Unidos, após devastar ilhas do Caribe.

"Hoje estava andando na rua e ver o que aconteceu me deu mais medo do que ter que acompanhar o tornado nos Estados Unidos da última vez", revela.

A mãe de Jucelino, Rosilda Lima, está em Belém e não larga o telefone para tentar manter contato com o filho. "Logo que vi na tv essa história do vírus, fiquei muito preocupada, aí comecei a tentar falar com ele. Mas a internet dele está ruim e eu não consegui, quando ele finalmente respondeu, fiquei aliviada! Sei que ele não consegue voltar agora, mas vai ter que ficar trancado no apartamento e não ir sair por nada", conta.

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