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Seis equipes de Santa Catarina se classificam para etapa nacional do Torneio de Robótica FLL

Entre os projetos selecionados, estão um telhado sustentável que ajuda a diminuir a temperatura em ambientes e até um poste luminoso que facilita travessia de deficientes visuais

 
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ÁUDIOTEXTO PARA RÁDIOAlunos da equipe “Agrorobots” / Arquivo pessoalSeis equipes do SESI de Concórdia, Brusque, Blumenau, Criciúma, Timbó e Rio do Sul estão classificadas para disputar, em março, a etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League, o principal da categoria no país. Os estudantes de Concórdia, da equipe “Agrorobots”, ficaram em 1º lugar no resultado geral, enquanto a de Timbó, “Os Aliemons”, ficou em segundo. A equipe “Os Carvoeiros Robots”, de Criciúma, fechou o pódio. 

Os classificados foram conhecidos neste sábado (8), na fase regional da competição, realizada no SESI em Jaraguá do Sul. Todas estão classificadas para a etapa nacional, o Torneio SESI de Robótica FIRST LEGO League (FLL), que ocorre em São Paulo, de 6 a 8 de março.

A equipe “AgroRobots” desenvolveu um sistema alternativo que permite ao usuário ter acesso a transporte e a bicicletas públicas usando um único cartão. Segundo a estudante Ana Clara Martello, de 15 anos, serão instalados cinco pontos de bicicletas compartilhadas pela cidade, semelhantes ao que são encontrados em outros locais do país. Para destravar os veículos, basta usar o mesmo cartão utilizado para pagar o ônibus. 

“O nosso diferencial relacionado a essas empresas é que a gente vai ter o transporte público integrado às bicicletas”, explica a jovem.

A prefeitura de Concórdia gostou tanto do projeto da equipe que vai construir ciclovias e subsidiar os equipamentos e os pontos, além de cobrar apenas um valor simbólico de R$ 0,50 a hora para que o usuário ande nas bicicletas. 

Os alunos de Blumenau, da equipe “Techmaker”, repetiram o feito de 2019 e venceram pela segunda vez consecutiva a categoria Gracious Profissionalism. Eles desenvolveram um projeto para reduzir as altas temperaturas em casas e prédios utilizando materiais recicláveis e encontrados na natureza. 

A maioria dos telhados verdes, segundo a estudante Rebeca Silva, de 13 anos, é composta de uma camada de solo ou de substrato de vegetação, podendo custar até 250 reais o metro quadrado. Por isso, Rebeca ressalta que o protótipo deles pode sair mais barato e ainda mantém a eficiência de outros tipos de coberturas como essa.

“A gente fez um teste com um protótipo em escala reduzida que mostrou que, no horário mais quente do dia, o telhado verde diminui em 13% a temperatura dentro da casa. O nosso telhado com bandeja custaria, em média, R$ 60 o metro quadrado”, revela a jovem, integrante do grupo. 

Concreto pigmentado
A iniciativa criada por alunos de Criciúma tem o objetivo de reduzir gastos com manutenção de faixas de pedestres. Mentora da equipe ‘Carvoeiros Robots’, a estudante Ana Julia Esmeraldino, de 15 anos, conta que a ideia surgiu a partir de pesquisas junto à administração pública da cidade. De acordo com a aluna, membros da Comissão de Obras informaram que o município tem um alto custo para manter as faixas de pedestres pintadas e pediram sugestões para baratear esse serviço.

“Começamos a pesquisar um novo jeito de fazer com que a pintura da faixa tivesse maior durabilidade. Entramos em contato com vários profissionais e um deles, que mora nos Estados Unidos, disse que as ruas de lá eram de concreto, não de asfalto. Descobrimos, então, que poderíamos usar concreto pigmentado, que já tem a cor da sinalização”, explica.

Já os estudantes da “Tecnorob Evolution”, de Brusque, criaram um sistema que alerta os motoristas quando deficientes visuais estiverem prestes a atravessar as ruas e venceram na categoria Programação. O projeto consiste em um poste luminoso, de aproximadamente dois metros de altura, em que o pedestre aperta um botão e a iluminação chama a atenção de quem está dirigindo. O condutor deve saber, naquele momento, que tem alguém tentando, por exemplo cruzar uma avenida movimentada. Apesar de ter um objetivo parecido, o equipamento não tem a mesma função de um semáforo de controlar o trânsito.

“Essa situação é pior com o deficiente visual, porque eles não percebem quando o carro está vindo. Então, o projeto tenta melhorar a comunicação entre pedestre e motorista, permitindo uma travessia mais segura”, explica o técnico do time, Claudio Lima.

Laboratório para o mercado de trabalho
Para a sub-operadora regional do SESI de Santa Catarina, Estela de Sá, a competição forma jovens capacitados em novas tecnologias e prontos para o mercado de trabalho. “A participação no torneio de robótica (FLL) possibilita o aprender fazendo, onde cada estudante busca soluções inovadoras dentro da temática. Também faz com que cada um se inspire e se motive a seguir carreira nas áreas de ciência, engenharia, matemática, que o mercado tanto exige de profissionais nessa área”, garante.

O Torneio SESI de Robótica FLL reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. Nesta semana, de 13 a 16 de fevereiro, ocorrem as últimas etapas regionais que classificam para o nacional. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.  

 

 

 

 


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