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Agricultores recebem 10 mil mudas de mandioca resistente a doenças para resolver contaminação na região

Mudas têm qualidade genética e fitossanitária e foram distribuídas a 15 produtores de Santarém e Mojuí dos Campos.

 
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Agricultores de Santarém e Mojuí dos Campos, no oeste do Pará, receberam 10 mil mudas de de maniva com qualidade genética e fitossanitária diferenciada para a. A distribuição foi feita pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) na comunidade Paxiúba, no Km 52 da rodovia Santarém-Curuá-Una.

As mudas foram produzidas nos laboratórios de micropropagação de plantas in vitro e genética da interação, que fazem parte do projeto Multiplicação de Material de Propagação de Mandioca/Macaxeira com Qualidade Fitossanitária, uma parceria entre Emater, Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e Prefeitura de Santarém.

O projeto existe desde 2015 e os laboratórios foram construídos em 2016, dentro do campus do Instituto Federal do Pará (IFPA), com recursos de uma empresa graneleira.

Os especialistas estão pesquisando variedades de mandioca e macaxeira com maior produtividade em relação a plantas brutas e especialmente resistentes à doença "fusariose" (podridão-da-raiz), que vem ameaçando a região.

De acordo com dados da Emater, quase todos os agricultores familiares do local, cerca de três mil famílias, trabalham com mandioca, dependendo da atividade em termos de renda e de alimentação própria. O ponto incidente de contaminação em Santarém é a Comunidade Boa Esperança.

Sem possibilidade de reconhecimento leigo a olho nu, a diferença entre "mandioca" e "macaxeira" consiste no teor de ácido cianídrico. A mandioca, conhecida como "mandioca brava", possui quantidade suficiente para envenenar e matar; portanto, o plantio é direcionado à indústria (fécula, farinha), em que o processamento atua sobre a toxicidade. Já a macaxeira, conhecida como "de mesa", possui quantidade irrelevante do ácido, por isso pode ser consumida in natura.

A partir de material genético cedido pela unidade Mandioca e Fruticultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Cruz das Almas, na Bahia, no nordeste brasileiro, o Projeto da Emater e parceiros mantém três campos de coleções com 54 variedades cada, para diagnóstico, multiplicação in vitro, limpeza quanto a fungos e outras ocorrências, observação e seleção.

O planejamento é que, até 2022, sejam definidas quatro espécies como referência, as quais apresentem as melhores potencialidades e adequação à realidade do lugar, para plantio experimental em pelo menos 100 hectares.

"A entrega das mudas de manivas representa mais um avanço da união da pesquisa, da extensão rural e da gestão para se solucionar um problema dos produtores da região, alavancando a economia da agricultura familiar. O uso de técnicas biotecnológicas inovadoras e de material de propagação com qualidade genética é o caminho para a eliminação e o controle de doenças", explica o engenheiro agrônomo Francisco Chaves, do escritório local de Santarém, um dos coordenadores do Projeto.

 

 

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