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Novo ataque no Mali deixa ao menos 40 mortos

Ação em Ogossagou, no centro do país, vive onda de violência étnica.

 

Pelo menos 40 pessoas, incluindo nove soldados, morreram em uma série de ataques no centro do Mali, anunciaram as autoridades locais nesta sexta-feira (14), em uma nova onda de violência interétnica que assola a região.

Desse total, 31 morreram numa ação em Ogossagou, uma aldeia habitada principalmente por membros da etnia peul, onde 160 morreram em março passado em um massacre atribuído a milicianos da etnia dogon, disseram fontes oficiais.

Cerca de 30 homens armados participaram da ação, na qual também "queimaram cabanas e plantações e roubaram gado", disse o chefe da aldeia, Aly Ousmane Barry.

Um funcionário do governo local, que pediu anonimato, disse que 28 pessoas estavam desaparecidas. Ele atribuiu o ataque a um grupo tradicional de caçadores dogon, uma alegação que ainda não foi verificada de forma independente.

Desde 2015, a região é palco de uma série de atos de violência e pelo aparecimento de um grupo jihadista afiliado ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (GSIM), chefiado pelo pregador étnico peul Amadou Koufa, que recrutou extensivamente em sua comunidade

Os peuls, são em sua maioria criadores de gado e a etnia dogon pratica a agricultura.

 

 

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