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Artista russo é detido por divulgação de vídeos sexuais de candidato à Prefeitura de Paris

Benjamin Griveaux, colega de partido do presidente Macron, desistiu de concorrer à eleição por causa do escândalo.

 
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O artista russo Piotr Pavlenski e a sua companheira foram colocados em prisão preventiva, neste domingo (16), no âmbito da investigação sobre a difusão de vídeos sexuais de Benjamin Griveaux, candidato do partido de Emmanuel Macron à Prefeitura de Paris.

Na sexta-feira (14), Griveaux desistiu da corrida eleitoral por causa do escândalo e no dia seguinte entrou com uma queixa na justiça por “invasão de privacidade”.

Pavlenski, que assumiu a responsabilidade pela divulgação do vídeo, foi detido preventivamente no sábado (15) por causa de uma outra investigação. Inicialmente, seria interrogado por um episódio de “violência com armas" na noite de 31 de dezembro.

Posteriormente, a Justiça suspendeu essa detenção preventiva para poder interrogá-lo a respeito dos vídeos de Griveaux. Ele não poderá ficar mais que 48 horas em prisão preventiva, prazo que se encerra na segunda-feira (17), depois do almoço (horário de Paris), segundo o jornal “Le Monde”.

A companheira do artista russo, que teria recebido os vídeos do político francês, foi detida mais cedo neste domingo. O Ministério Público de Paris informou que ela é investigada sobre "violação da intimidade da vida privada" e "difusão sem concordância da pessoa de imagens de caráter sexual".

A identidade da mulher de 29 anos, proveniente de Metz (leste), não foi revelada.

Benjamin Griveaux, candidato do partido La Republique en Marche, retirou sua candidatura à prefeitura de Paris após divulgação de vídeo de caráter sexual  — Foto: Lionel Bonaventure / AFP Benjamin Griveaux, candidato do partido La Republique en Marche, retirou sua candidatura à prefeitura de Paris após divulgação de vídeo de caráter sexual  — Foto: Lionel Bonaventure / AFP

Benjamin Griveaux, candidato do partido La Republique en Marche, retirou sua candidatura à prefeitura de Paris após divulgação de vídeo de caráter sexual — Foto: Lionel Bonaventure / AFP

'Denunciar a hipocrisia'

Refugiado político na França desde 2017, Pavlenski disse que queria denunciar a hipocrisia do candidato que “utilizou sua família para se apresentar como ícone para todos os pais e maridos de Paris”. “Ele fez propaganda dos valores das famílias tradicionais”.

A companheira de Pavlenski teria sido a destinatária dos vídeos íntimos, de acordo com uma fonte próxima do inquérito, citada pela agência France Presse.

Em 2017, o russo incendiou a fachada de uma agência do banco central francês na praça da Bastilha, na capital francesa, entre outras "performances" artísticas controvertidas.

Na noite do réveillon, Pavlenski se envolveu em uma briga em um apartamento em Paris e teria usado uma faca de cozinha. Duas pessoas ficaram feridas no incidente.

Código penal francês

O Código Penal francês prevê um ano de prisão e multa de € 45 mil por "invasão de privacidade", de acordo com a Rádio França Internacional.

Além disso, desde outubro de 2016, a divulgação específica de imagens sexuais capturadas em locais públicos ou privados é punida com dois anos de prisão e multa de € 60.000.

Esse artigo foi incorporado à Lei Digital para lidar com o crescente fenômeno da chamada “vingança pornográfica”, que se tornou frequente nas redes sociais após o fim de relacionamentos.

Todas as pessoas que compartilharam os vídeos divulgados por Pavlenski nas redes sociais também podem ser condenadas.

Macron fala em ingerência russa

O partido República em Marcha está em busca de um novo candidato. No sábado, o presidente Macron lançou um alerta contra a ingerência da Rússia em campanhas eleitorais durante sua participação na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.

O chefe de estado francês, porém, não mencionou diretamente o ocorrido com o seu colega de partido, de acordo com a Rádio França.

"A Rússia continuará tentando desestabilizar as democracias ocidentais manipulando redes sociais e influenciando as eleições (...) via atores privados, agências ou intermediários", disse o líder francês.

"Moscou continuará sendo um ator extremamente agressivo nesse assunto nos próximos meses e nos próximos anos. Em todas as eleições, a Rússia procurará ter estratégias desse tipo ou terá atores agindo em seu nome", acrescentou Macron.

O presidente francês destacou que essas manipulações não são prerrogativas exclusivas da Rússia.

"Atores conservadores da ultradireita americana têm se intrometido nas eleições europeias", disse ele, referindo-se aos apoiadores do presidente Donald Trump. Sem citar nomes, Macron se referia, por exemplo, a Steve Banon, ex-estrategista de Trump e que prestou serviços para a líder de extrema direita francesa Marine Le Pen.

 

 

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