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Lideranças pesqueiras de Monte Alegre denunciam conflitos e pesca predatória

A fiscalização estava sendo feita pelos órgãos públicos da Polícia Militar e pelo Ideflor-Bio, quando lideranças que acompanhavam o trabalho, foram ameaçadas.

 
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Durante uma fiscalização realizada na quarta-feira (19), lideranças pesqueiras de Monte Alegre, no oeste do Pará, sofreram ameaças de morte e de ter os pertences destruídos por pessoas que estariam praticando pesca predatória. Sobre as ameaças, o Conselho Pastoral dos Pescadores da Arquidiocese de Santarém (CPP) e a Comissão de Conservação de Lagos e Rios (CCLR) manifestaram repúdio e “profunda preocupação”.

A fiscalização estava sendo feita pelos órgãos públicos da Polícia Militar e pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), quando lideranças que acompanhavam o trabalho, foram ameaçadas.

De acordo com o posicionamento, a comissão desenvolve atividades de monitoramento dos Lagos pesqueiros das regiões do Lago Grande e parte do rio Maicurú, auxiliando na implementação de normas e cuidados que visam manter o recurso sustentável para a sobrevivência da atividade pesqueira. As embarcações e os pertences dos proprietários de geleira continuam apreendidos no local.

O monitoramento começou a ser realizado por conta dos grandes conflitos vivenciados na região e com a captura desenfreada do pescado por proprietários de grandes embarcações nestes locais. Nos últimos meses, as geleiras continuam atacando a região do Lago Grande e segundo as lideranças locais, cada geleira traz cerca de 60 bajaras que se espalham no lago e utilizam centenas de metros de malhadeiras, cercando os cardumes e praticando pesca de arrastão, proibida por lei.

Após o ocorrido, foi solicitado aos órgãos competentes que tomassem as medidas cabíveis com o máximo de urgência e que dessem um destino adequado ao material apreendido.

“Acreditamos que juntos possamos construir uma estratégia eficaz de fiscalização e redução dos conflitos gerados nas comunidades. Mais uma vez repudiamos todo e qualquer tipo de violência”, ressaltou o documento.

 

 

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