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Bloco ecológico usa lama de mangue como abadá e reúne mais de 10 mil pessoas no interior do Pará

O tradicional ''Pretinhos do Mangue'' mistura sons e ritmos do estado com a conscientização ecológica. Na terça-feira 25 , os brincantes se sujam novamente para mais um desfile.

 
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A festa começou em uma via que da acesso à zona rural do município. Lá, os brincantes se reúnem em um dos vários mangues da região e se veste com a fantasia mais barata do carnaval: o tijuco. O material é uma espécie de barro escuro, em que os caranguejos se reproduzem. A "lama" é o abadá para quem acompanha o bloco.

Bloco ecológico usa lama de mangue como abadá e reúne mais de 10 mil pessoas no interior do Pará — Foto: Ascom/ Agência Pará Bloco ecológico usa lama de mangue como abadá e reúne mais de 10 mil pessoas no interior do Pará — Foto: Ascom/ Agência Pará

Bloco ecológico usa lama de mangue como abadá e reúne mais de 10 mil pessoas no interior do Pará — Foto: Ascom/ Agência Pará

Assim como a cultura regional, o carnaval do Pará é repleto de cores e sons. Nas festividades pelo interior do estado, a Amazônia e os costumes se misturam em uma festa única e envolvente. Um exemplo disso acontece em Curuçá, no nordeste do estado. No último domingo (22) foliões foram as ruas para o primeiro desfile do tradicional bloco "Pretinhos do Mangue". Cobertos com a lama dos mangues da região, cerca de 10 mil pessoas saíram às ruas do município cantando as riquezas naturais do estado. Como ocorre há mais de 30 anos na cidade, o carnaval não é só festa, também é conscientização ecológica.

A festa começou em uma via que da acesso à zona rural do município. Lá, os brincantes se reúnem em um dos vários mangues da região e se veste com a fantasia mais barata do carnaval: o tijuco. O material é uma espécie de barro escuro, em que os caranguejos se reproduzem. A "lama" é o abadá para quem acompanha o bloco.

Depois de se cobrir com o tijuco, a vez é da criatividade. O barro se mistura com maquiagens e tintas de cabelo. No local, famílias inteiras se juntam para customizar a "fantasia". Durante a concentração, grupos locais de carimbó animam os brincantes.

No Pará, o caranguejo e as ostras, que se reproduzem no mangue, são muito consumidos.  — Foto: Agência Pará No Pará, o caranguejo e as ostras, que se reproduzem no mangue, são muito consumidos.  — Foto: Agência Pará

No Pará, o caranguejo e as ostras, que se reproduzem no mangue, são muito consumidos. — Foto: Agência Pará

Após cobrirem o corpo de lama, os foliões saíram pelas ruas de Curuçá. Os pretinhos levaram para avenida a preservação dos manguezais, um dos mais importantes ecossistemas do planeta. O grande símbolo da festa é um caranguejo gigante. No Pará, o caranguejo e as ostras, que se reproduzem no mangue, são muito consumidos.

No final, a Prefeitura do município instalou um palco especial para receber atrações locais. O destaque foi a banda Os Vingadores do Brega. Na terça-feira (25), os brincantes se sujam novamente para mais um desfile.

 

 

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