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Santarém, Alenquer e Almeirim estão na lista de investimentos de projeto piloto que amplia infraestrutura de fibra óptica

Programa deve ser lançado em março. Objetivo é atender a uma demanda reprimida por comunicação na região.

 
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Para melhor a qualidade dos serviços de telecomunicação na região oeste do Pará, chegará aos municípios de Almeirim, Santarém e Alenquer o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS). Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) o programa será lançado em março, e tem o objetivo de expandir na região a infraestrutura de comunicações por meio da implantação de um backbone em fibra óptica subfluvial.

A rota da fibra óptica será feita por meio de cabos nos leitos dos rios da Amazônia, somando ao todo cerca de 10 mil km, que interligarão 80 municípios diretamente e, consequentemente, atenderá a uma população de aproximadamente 9,2 milhões de habitantes.

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), órgão ligado ao MCTIC, é quem vai implantar e operacionalizar a infraestrutura dessa rede de alta velocidade.

O responsável pelo projeto na RNP, Edson Kowask Bezerra, esclarece que o desejo é atender a uma demanda reprimida por comunicação na região, construindo uma sólida infraestrutura de rede com velocidade de 100Gb/s. “Isso aumentará o alcance, a qualidade e a resiliência do transporte de dados. Ela será compartilhada com provedores regionais, empresas de telecomunicações e instituições públicas. A conclusão do Projeto Piloto, o primeiro trecho, está prevista para dezembro de 2020, interligando Macapá (AP) aos municípios paraenses de Almeirim, Santarém e Alenquer", informou.

Os primeiros beneficiários do PAIS serão alunos, professores e pesquisadores das Universidades, Institutos de Educação Tecnológica, Centros de Pesquisa, Hospitais de Ensino e Instituições de Ciência e Tecnologia, conectados pela RNP.

Toda a população da Amazônia é público-alvo do PAIS, já que, por meio da infraestrutura compartilhada com o setor privado, os provedores de internet e as operadoras de telecomunicações, será disponibilizada conexão à internet em banda larga de alta capacidade para escolas, unidades de saúde, administração pública municipal, estadual e federal, tribunais de Justiça, domicílios e empresas locais, além da possível utilização para os sistemas de telefonia 4G e, futuramente, para o 5G e a Internet das Coisas.

O Programa será financiado e mantido por vários Ministérios, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e emendas parlamentares, contando com esses recursos públicos para sua execução.

Conforme diagnóstico contido no levantamento sobre a política pública de banda larga, realizado em 2018, a região norte, juntamente com a Nordeste, é a que apresenta as condições mais desfavoráveis de acesso à banda larga no Brasil.

De acordo com o diagnóstico, as regiões norte e nordeste eram as que tinham a maior proporção de municípios sem acesso à internet e também apresentavam a menor densidade de acessos de banda larga fixa por domicílio.

 

 

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