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Governo do Pará ingressa com pedido na Justiça para que brasileiros de voo do Suriname fiquem em isolamento

Obrigação de manter os passageiros em isolamento seria da União. Medida seria utilizada para evitar possíveis contaminações do novo coronavírus no estado.

 
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A Procuradoria-Geral do Estado ingressou na Justiça uma ação cautelar de emergência para que os passageiros do voo de repatriação de brasileiros do Suriname sejam isolados ao chegar em Belém. De acordo com o Procuradoria, a obrigação de manter os passageiros em isolamento deve ser do Governo Federal. A medida seria utilizada para evitar possíveis contaminações do novo coronavírus (Covid-19) no território paraense.

O voo de repatriação de brasileiros do Suriname foi anunciado na última sexta-feira (20) pela empresa Surinam Airways. Segundo a empresa, um voo, partindo de Paramaribo às 18h45 de domingo (22), trariam mais de 100 brasileiros à Belém. A empresa informou que as viagens foram negociadas com o Governo Federal.

Segundo o Governo do Pará, no momento, o estado possui dois casos confirmados de Covid-19, e mais de 230 casos em análise da doença. Mais de 70 casos suspeitos já foram descartados.

Na tarde deste sábado (21) o governador Helder Barbalho questionou a decisão da empresa em trazer os brasileiros para Belém. Segundo ele, o Governo do Estado foi informado sobre o voo pelo Governo Federal, por meio do embaixador do Brasil no Suriname, mas sem consulta prévia. De acordo com Helder, a União também não informou quais medidas serão adotadas para assegurar que os ocupantes do voo não se tornem possíveis transmissores do Covid-19.

"Não fui informado sobre número de pessoas, o que faziam no Suriname, para onde elas vão. Não sabemos minimamente quantas pessoas são mesmo do Pará e quantas são de outros estados. Não tenho nada contra o Governo Federal, mas não posso ficar sem fazer nada. Não preciso pedir permissão pra presidente e nem pra ninguém pra proteger o povo paraense", afirmou Helder.

Na ação, o Governo do Pará sugere que a União utilize o Hospital de Aeronáutica de Belém (Habe) para realizar o isolamento dos passageiros.

"Não temos nada contra os brasileiros que estão vindos, mas a minha obrigação é proteger os paraenses. Estamos, inclusive, dispostos a pagar a passagem de conexão para outros estados. O que não queremos que os brasileiros que não são paraenses fiquem aqui, perambulando, sem ir para suas casas", afirmou Barbalho.

Segundo o governador, o estado foi informado que, depois da chegada do voo do Suriname, o Pará não receberá mais viagens aéreas internacionais. Além disso, o estado mantém as fronteiras abertas, mas com transporte coletivo interestadual suspenso.

Sobre o assunto, o embaixador do Brasil no Suriname, Laudemar Aguiar, informou que o Governo Federal tomará medidas médicas para tentar identificar pessoas contaminadas e impedir a disseminação do Covid-19.

" É normal que o governador do Pará, como os demais governadores do Brasil, tenham todo o interesse e procurem manter o nível de contaminação em seus respectivos estados o mais baixo possível. O Governo Federal,tem todo o interesse de apoiar os Estados da Federação nessa luta conjunta que é de todos os brasileiros e do mundo inteiro. A entrevista do governador do Pará não significa nada contra brasileiros de outros estados procedentes do Suriname ou de qualquer outro país. Sua fala deve ser interpretada apenas no sentido de buscar proteger ao máximo seu estado e os paraenses", explicou

 

 

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