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Coronavírus: Nova York pode ficar sem equipamentos médicos em 10 dias

Prefeito Bill De Blasio diz que pessoas vão morrer sem equipamentos necessários; Estado de Nova York é epicentro de crise nos EUA, com mais de metade dos casos no país.

 
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O surto do novo coronavírus em Nova York deve piorar com a falta de suprimentos médicos chaves, afirmou o prefeito da cidade.

"Estamos a dez dias de termos uma escassez generalizada", disse Bill de Blasio neste domingo, 22. "Se não conseguirmos mais respiradores, as pessoas vão morrer."

O Estado de Nova York, nos Estados Unidos, virou o epicentro do surto nos EUA, abrigando mais da metade dos casos do país.

O país tem agora 31,057 casos confirmados, com 390 mortes.

No domingo, o governador do Estado, Andrew Cuomo, disse que os testes de 15.168 pessoas deram positivo para o vírus, um aumento de mais de 4 mil em relação ao dia anterior.

"Todos os americanos merecem a verdade crua", disse Blasio à rede televisiva NBC. "Só está piorando, e vai piorar mais em abril e maio."

Cerca de 5% dos casos de Covid-19 no mundo estão no Estado de Nova York.

Na sexta-feira passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou uma declaração de emergência nacional para Nova York, o que deu ao Estado acesso a bilhões de dólares de ajuda federal.

No entanto, De Blasio continuou a criticar a administração federal pelo que vê como resposta inadequada.

"Não posso ser mais direto: se o presidente não agir, pessoas que poderiam viver vão acabar morrendo", ele disse. "Essa vai ser a maior crise, domesticamente, desde a Grande Depressão", disse, referindo-se à crise econômica dos anos 1930.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca no domingo, Trump disse que também havia aprovado a declaração de emergência nacional para o Estado de Washington e que poderia aprovar medidas similares para a Califórnia.

"É um período desafiador para todos americanos. Estamos passando por um grande teste nacional", afirmou.

Trump também disse que uma grande quantidade de suprimentos médicos estava sendo enviada para diferentes locais nos Estados Unidos, além de estações de emergência médica em Nova York, Washington e Califórnia, os Estados mais atingidos.

Médicos de Nova York têm denunciado a escassez de suprimentos médicos e a falta de equipamento de proteção para trabalhadores na linha de frente do surto do vírus.

Alertas de escassez reverberaram pelo país e outros governadores pediram mais suprimentos médicos ao governo federal.

Na Califórnia, autoridades instruíram hospitais a restringirem testes para o novo coronavírus. Enquanto isso, um hospital no Estado de Washington -- que no começo foi o epicentro da crise nos EUA -- disse que pode não ter mais respiradores até abril.

No domingo, o governador do estado de Illinois, JB Pritzker, disse que os estados estavam "competindo um com o outro" por suprimentos contra o vírus.

"Precisamos de milhões de máscaras e centenas de milhares de aventais e luvas", ele disse. "Estamos conseguindo só uma fração disso. Então, estamos no mercado competindo por esses itens de que precisamos tanto."

Quase US$ 2 trilhões (R$ 10 trilhões) de estímulos econômicos para cobrir o impacto econômica da pandemia no país foram barrados no Senado neste domingo.

O projeto de lei recebeu 47 votos em vez dos 60 que precisava. Os Democratas criticaram o projeto de lei. O líder da minoria, Chuck Schumer, disse que tinha "muitos, muitos problemas". Democratas acusaram os Republicanos de quererem salvar as grandes empresas.

Conversas entre os Democratas e a Casa Branca ainda estão em andamento.

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