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EUA cortam US$ 1 bi em ajuda ao Afeganistão em meio a impasse político

Anúncio foi feito por secretário de estado, Mike Pompeo, após visita de oito horas a Cabul: Estamos prontos para cortar mais 1 bilhão em 2021 , ameaçou.

 
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O chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, não conseguiu convencer os líderes afegãos nesta segunda-feira (23) a formar um governo de união e anunciou pouco depois um corte de US$ 1 bilhão em ajuda ao Afeganistão.

O secretário de Estado fez uma visita surpresa de oito horas a Cabul, durante a qual se reuniu com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e com o ex-chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, que se proclamou vencedor das eleições presidenciais de 28 de setembro, sob as quais pairam acusações de fraude.

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Pompeo exortou aos dois líderes a "fazer compromissos pelo bem do povo afegão", segundo um comunicado do Departamento de Estado.

"Os Estados Unidos lamentam profundamente" o fato de que os dois políticos tenham "informado o secretário de Estado Pompeo de sua incapacidade de encontrar um acordo sobre um governo inclusivo", segundo o comunicado.

Devido a este fracasso, que "supõe uma ameaça direta aos interesses americanos", Washington decidiu cortar "imediatamente" sua ajuda a Cabul, disse Pompeo.

"Estamos prontos para cortar mais 1 bilhão em 2021", ameaçou Pompeo em comunicado após a visita à capital afegã.

"Os Estados Unidos estão decepcionados por eles e pelo o que sua atitude significa em relação ao Afeganistão e aos nossos interesses comuns", acrescentou.

A retirada progressiva das tropas americanas, iniciada após o acordo de 29 de fevereiro entre Washington e os insurgentes talibãs, continua segundo o previsto, disse Pompeo.

 

 

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