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Profissionais da saúde orientam sobre o uso seguro do álcool em gel para higiene das mãos

 
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Com a pandemia do coronavírus, o uso do álcool em gel tem sido recomendado por médicos e pelo Ministério da Saúde. A medida é um complemento ao lavar as mãos e permanecer em casa, como formas de prevenção. Com a crescente procura pelo produto, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, gerenciado pela Pró-Saúde, alerta para os cuidados que devem ser tomados com o manuseio do produto. 

Para o médico, Ivanilson Raniéri, responsável técnico pelo Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade, referência no atendimento de queimaduras para toda a região norte do Brasil, é importante destacar os cuidados quanto ao uso eficiente do álcool em gel, seja para garantir a prevenção ao Covid-19, quanto para evitar acidentes.

“É necessário estar atendo ao uso do produto, principalmente em ambientes como a cozinha, devido ao fogão, pois é uma substância inflamável, sobretudo o álcool em gel, pois ele demora a se dissipar nas mãos devido a sua consistência. O recomendado é que, após a aplicação, a pessoa espere secar completamente, e aguarde um tempo de 15 a 20 minutos, para que seja mais seguro fazer atividades que envolvam qualquer fonte de calor”, orienta.

Os especialistas classificam as queimaduras em 1º, 2º e 3º grau. De acordo com o médico, o álcool em gel proporciona uma queimadura que pode variar de 2º grau superficial até 2º grau profundo, e em casos raros, queimaduras de 3º grau. Uma queimadura que não só causa bolhas ou chamuscamento da pele, mas danos mais profundos, o que leva a uma cicatrização mais demorada. Por isso, o cuidado precisa ser redobrado. 

O profissional adverte, também, para o manuseio do álcool líquido em casa, na higienização de ambientes, desinfecção de superfícies e objetos, e formas de armazenamento. “O uso de álcool em líquido comum pode ser utilizado na limpeza, pois evapora mais rápido. É importante ficar atento onde colocar o produto, de preferência um lugar fora do alcance de crianças, e distante de ambientes como a cozinha. As mesmas orientações servem para o álcool em gel”, complementa. 

Como usar o álcool em gel para combater o vírus

A coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Metropolitano, Silvia Luthemeier, destaca que é importante usar álcool gel para higiene das mãos, seguindo os cuidados, mas que não devemos evitar o uso por medo ou insegurança. A profissional orienta quanto o uso correto do produto, e destaca que, para que seja eficaz, ele deve ser usado quando as mãos não estiverem visivelmente sujas, garantindo que o produto possa eliminar qualquer de contaminação.

“Caso você não possua álcool em gel, lave as mãos com água e sabão que tem a mesma eficácia. No caso do uso do álcool em gel, a melhor escolha para a assepsia das mãos é o produto com concentração de 70% de álcool etílico. O álcool líquido não é indicado para higiene das mãos, pois evapora rápido demais e também ocasiona ressecamento excessivo das mãos”, afirma.

O HMUE é uma unidade que presta atendimento 100% gratuito, referência no tratamento de média e alta complexidades em traumas e queimados para a região Norte, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Metropolitano realizou, em 2019, mais de meio milhão de atendimentos, entre internações, cirurgias, exames laboratoriais e por imagem, atendimentos multiprofissionais e consultas ambulatoriais.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 24 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

 

 

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