Cidades

Cidades

Fechar
PUBLICIDADE

Cidades

Em apenas seis meses, casos de dengue, zika vírus e chikungunya disparam em Santarém

Números do primeiro semestre de 2020 são bem maiores que os de todo o ano de 2019. Protocolo de saúde proíbe que agentes de endemia entrem nas residências.

 
 -   /
/ /

Com poucos dias para o final do mês de junho e do primeiro semestre de 2020, os números apontam que os casos de dengue, zika vírus e chikungunya dispararam no município de Santarém, oeste do Pará, nos primeiros meses deste ano.

Fazendo um comparativo com o ano de 2019, o crescimento dos casos confirmados para as três doenças, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, é evidente e acintoso.

No ano passado, foram apenas 23 casos de dengue em 12 meses. De janeiro a junho de 2020, já são 49, o que representa um aumento de 113%. A febre chikungunya teve apenas sete casos no ano passado, e em 2020 já foram 35, são 400% de aumento. Para o zika vírus, o crescimento é ainda mais surpreendente. De apenas quatro casos em 2019, saltou para 85 registros confirmados este ano, um aumento de mais de dois mil por cento.

“Nós tivemos muitas pessoas apresentando sintomas e assim que recebemos os kits, começamos a realizar os testes, no mês de março. Os casos aumentaram para os três agravos, mas há alguns fatores para isso, como o forte período de chuvas, o lixo jogado em terrenos baldios e também as restrições ao trabalho dos agentes de endemias”, explicou o coordenador da Divisão de Vigilância em Saúde de Santarém, João Alberto Pereira Coelho.

Agentes de combate a endemias não podem mais entrar nas residências — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Santarém conta com 105 agentes de endemias, sendo que 95 são específicos para o trabalho de combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti. Eles fazem visitas a residências, estabelecimentos comerciais e outros locais, verificando o risco de proliferação do mosquito. Esse trabalho é realizado em toda a zona urbana e em algumas comunidades da zona rural do município.

Mas com a pandemia do novo coronavírus, um protocolo de segurança restringiu o trabalho dos agentes. Eles não podem mais entrar nas casas das pessoas para verificar a situação dos quintais e de outras áreas. Agora, eles seguem as visitas, mas fazem toda a orientação do lado de fora.

“Infelizmente, essa situação atrapalhou o nosso trabalho. Temos a preocupação com o servidor. Eles não entram, por motivos de segurança, para o morador e o agente, que ao entrar e sair das casas pode estar levando e trazendo o vírus”, destacou o coordenador dos agentes de endemias, Edvan Lopes.

Ainda segundo a Divisa, com a chegada do verão amazônico, a expectativa é de que o número de casos diminua bastante. Atualmente, há registros novos de pacientes com sintomas parecidos aos das três doenças. O apoio da população, com boas práticas de saúde, também é visto como fundamental para combater essas enfermidades.

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE