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Indefinição sobre o Círio gera prejuízos à economia paraense

Círio movimenta praticamente todos os setores econômicos do Pará.Ano passado, 83 mil turistas visitaram Belém para a festa.

 

Uma Comissão Especial da Festa de Nazaré deve anunciar em duas semanas se haverá ou não as procissões do Círio neste ano de pandemia. Mas, antes de qualquer definição, empresários que tem na festa religiosa o maior faturamento, já vivem a crise provocada pela incerteza.

Em uma fábrica de velas em Belém, a produção é feita no escuro. Há 30 anos produzindo ex-votos (objetos de cera para o pagamento de promessas no Círio), o empresário Pedro Maciel conta que a indefinição gera impactos econômicos.

“É uma situação muito grave, porque mexe com números, mexe com famílias, principalmente dos nossos colaboradores, mexe com a economia da empresa”, relata Maciel.

Anualmente, a fábrica dele produzia em torno de 120 mil peças. Em julho de 2019,75% dos produtos já estavam vendidos para o Círio, em outubro. Mas este ano a situação é diferente e a única certeza é que vai ter sobra no estoque.

“Ano passado, nesse período, nós estávamos com a produção a todo vapor, estava 85% da produção pronta já. Esse ano eu só tô com 45,50%”, conta ainda o empresário.

Samir Rahman, é dono de uma agência de viagens e também lamenta o período de incertezas. Ele, que traz grupos nacionais e internacionais para o Círio, conta que esse ano reduziu quase pela metade o número de turistas.

“Hoje ela tem fechados ainda, com a esperança e fé que tenha Círio, três grupos, média de 120 pessoas”, afirma Samir.

O Círio movimenta praticamente todos os setores econômicos do Pará. De acordo com o Dieese, mesmo com a crise econômica do ano passado, a festa custou R$ 4 milhões, mas injetou na economia do estado R$ 1 bilhão. Ainda segundo o Dieese, 83 mil turistas visitaram Belém em outubro de 2019.

 

 

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