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Enfermeira é agredida em ônibus na França após pedir que passageiros usassem máscara

Segundo a polícia, ela foi atacada com socos e pontapés por dois adolescentes de 16 anos após pedir que eles colocassem suas máscaras.

 
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Uma enfermeira foi agredida dentro de um ônibus na periferia de Paris ao pedir que adolescentes que estavam no veículo colocassem máscaras, obrigatórias nos transportes públicos da França. Esse tipo de episódio vem se repetindo no país, onde um motorista de ônibus morreu ao tentar impedir que passageiros viajassem sem o acessório de proteção.

A agressão contra a enfermeira aconteceu na terça-feira (11) durante um trajeto de ônibus em Neuilly-sur-Marne, uma cidade da periferia leste de Paris. Segundo a polícia, ela foi atacada com socos e pontapés por dois adolescentes de 16 anos após pedir que eles colocassem suas máscaras.

Após a agressão, a mulher, que apresentava lesões e ferimentos superficiais, foi afastada do trabalho por cinco dias.

Os adolescentes foram detidos. De acordo com a Procuradoria, a prisão preventiva de ambos foi prolongada nesta quarta-feira (12) por mais 24 horas.

Brigas cada vez mais frequentes

Casal com máscaras caminha em frente à Torre Eiffel, em Paris, na França, em foto de maio — Foto: Philippe Lopez/AFP

Agressões do gênero vêm se repetindo desde que o uso de máscaras passou a ser obrigatório em todos os locais públicos fechados da França, em uma das medidas tomadas pelo governo para tentar evitar uma segunda onda da pandemia de Covid-19. Apesar do risco de uma multa de € 135 (quase R$ 800) em caso de desrespeito da regra, é comum ver pessoas sem o acessório, que também passou a ser exigido nas ruas mais movimentadas de algumas cidades, inclusive na capital Paris.

A infração é fonte de inúmeras tensões, algumas delas bastante violentas. Na semana passada, três pessoas foram presas após terem agredido um homem em uma lavanderia na cidade de Soisy-sous-Montmorency, no norte de Paris. A vítima havia pedido que um dos clientes no estabelecimento respeitasse a obrigação do uso de máscaras. Contrariado, o cliente voltou a lavanderia acompanhado e armado com um bastão. Ele atacou a vítima com inúmeros golpes. As imagens da agressão, filmadas pelas câmeras de vigilância do local, provocaram indignação e reações do próprio governo, como o ministro francês do interior, Gérald Darmanin, que qualificou o episódio de “intolerável”.

Transportes coletivos são palco de tensões

Os motoristas de transportes coletivos, que têm contato diário centenas ou até milhares de pessoas, estão entre as principais vítimas desse tipo de agressão. No final de julho, um motorista de ônibus em Orleans, ao sul de Paris, foi atacado por um adolescente, detido em seguida. Na véspera, uma briga entre passageiros e um condutor foi registrada dentro de um trem em Dijon, no leste do país.

Mas o caso mais grave foi o de Philippe Monguillot, motorista de 59 anos que tentou impedir a entrada de um homem sem máscara e sem pagar passagem no ônibus que dirigia em 5 de julho na cidade de Bayonne, no sudoeste da França.

Ao pedir que o passageiro e outros quatro, que já estavam a bordo e também não usavam máscaras, descessem do veículo, ele recebeu vários socos, que provocaram uma lesão craniana grave. Levado inconsciente para hospital, ele morreu cindo dias depois. Quatro pessoas foram presas e os colegas de Monguillot chegaram a fazer uma greve em sinal de protesto.

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