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Ufopa e Museu Goeldi lançam cartilha sobre queimadas na Amazônia em tempos de Covid-19

O material traz informações didáticas sobre o que são queimadas controladas, incêndios florestais, desmatamento e as consequências.

 
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A cartilha Queimadas na Amazônia em Tempos de Covid-19, elaborada pela Univeridade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Museu Emílio Goeldi foi lançada nesta sexta-feira (4), durante live realizada pelas duas instituições.

O material é uma iniciativa do Projeto Mata sem Fogo, voltado para recuperação de áreas degradadas por incêndios florestais em comunidades ealdeias indígenas da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns em Santarém, oeste paraense. O projeto tem realizado uma série de estudos para identificar os efeitos dos incêndios florestais na degradação florestal e socioambiental para as populações indígenas Tupinambá. Pela Ufopa, é ligado ao Grupo de Estudos e Atividades Socioambientais na Amazônia (Geasa).

“Queimadas e incêndios florestais estão em evidência nos biomas brasileiros. Na Amazônia o quadro se agrava sobretudo quando a estação seca é mais intensa. Se não houver prevenção, os problemas com fogo se intensificarão, causando grandes impactos”, disse a professora Amanda Ferreira, do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) da Ufopa, responsável pelas pesquisas socioambientais do projeto.

Amanda destacou que os efeitos dos incêndios florestais vão além dos padrões de degradação florestal e perdas de biodiversidade já conhecidos, afetando, ainda, a vida de populações tradicionais, que tem seus padrões de caça, coletas de produtos da florestas e as mais diversas formas de relação alterada, perdendo os caminhos já conhecidos de acesso aos recursos da floresta.

Com a cartilha, a coordenação do projeto tem o objetivo de prevenir as populações locais quanto ao uso do fogo e risco de incêndios florestais, bem como alertar sobre o agravamento de problemas respiratórios nesse período de pandemia.

“Nesse momento crítico da pandemia por Covid-19, que já acometeu mais de 1 milhão de pessoas na Pan-Amazônia, e no qual as queimadas se expandem para áreas mais remotas, podemos ter agravados os problemas respiratórios da população”, afirmou a pesquisadora do Museu Goeldi, Ima Vieira, que é ecóloga e uma das autoras de um estudo que aponta a associação da vulnerabilidade das populações da Amazônia à Covid-19 com a rota da degradação florestal.

Cartilha

A cartilha Queimadas na Amazônia em Tempos de Covid-19 contém alguns dos resultados do projeto de pesquisa. Foi elaborada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rede Tapajoara e o Instituto Iniciativa Amazônica (Iniama), com financiamento do projeto Prevfogo, ligado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O material traz informações didáticas sobre o que são queimadas controladas, incêndios florestais, desmatamento e as consequências, ligando as discussões ao tempo da pandemia. A cartilha, editada pelos pesquisadores da Ufopa, também apresenta orientações preventivas quanto ao fogo e relacionadas à Covid-19.

 

 

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