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Assassino confesso do jovem Davi Amaral vai a júri popular, em Santarém

Decisão foi proferida no dia 3 de setembro na 3ª Vara Criminal. Jovem foi encontrado espancado em um terreno baldio em fevereiro de 2019 e morreu dias depois; Arisson Sá alegou que não matou Davi pelo fato do jovem ser homossexual.

 
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O caso Davi Amaral, jovem de 18 anos que morreu depois de ser espancado a pauladas em fevereiro de 2019, teve mais um desdobramento judicial. O assassino confesso vai a júri popular por decisão do juiz Gabriel Veloso, titular da 3ª Vara Criminal de Santarém, no oeste do Pará. A decisão de pronúncia foi proferida na quinta-feira (3).

Depois de duas tentativas em ouvir testemunhas e Arisson Sá Pedroso em audiência de instrução e julgamento, o juiz interrogou as partes no dia 21 de agosto de 2019. Nas alegações finais, o Ministério Público requereu a pronúncia do réu.

Davi Silva foi vítima de espancamento no bairro Livramento, em Santarém — Foto: Reprodução/Facebook

Conforme o magistrado, a materialidade do caso foi devidamente comprovada através de laudo necroscópico da vítima, e em relação aos indícios de autoria, o juiz destacou que Arisson confessou ter desferido os golpes contra Davi "para se defender". Embasaram a decisão ainda os relatos de testemunhas. O réu vai responder, principalmente, por homicídio qualificado e furto.

Conforme uma das pessoas ouvidas, os dois passaram cerca de 20 minutos dentro do terreno baldio no bairro Livramento, e que apenas Arisson saiu do local. Essa mesma pessoa teria encontrado o jovem desacordado, sem roupa da cintura para baixo. "Estava muito machucado e seu rosto deformado", disse.

Prisão preventiva

Outra decisão do juiz em relação ao caso Davi Amaral é a manutenção da prisão preventiva de Arisson, que está preso desde 20 de fevereiro

"Nesta oportunidade, considerando que o réu está respondendo este processo preso, mantenho, até o momento, a prisão preventiva pelos mesmos fundamentos, assim negando-lhe o direito de recorrer desta decisão em liberdade", disse o juiz Gabriel Veloso.

Revelações do assassino confesso

Suspeito de agredir e deixar jovem hospitalizado estava no mesmo bar que a vítima

Suspeito de agredir e deixar jovem hospitalizado estava no mesmo bar que a vítima

Durante o interrogatório, Arisson Sá Pedroso narrou ao juiz como os fatos teriam acontecido naquela madrugada, resultado no espancamento da vítima e posterior morte de Davi.

Suspeito de espancar Davi Amaral sentou à mesa de bar com vítima no dia do crime

Suspeito de espancar Davi Amaral sentou à mesa de bar com vítima no dia do crime

O jovem disse que estava no mesmo bar que Davi e uma outra pessoa. Arisson teria convidado Davi para ir beber em outro bar, logo após a terceira pessoa ter ido para casa. A vítima esperou Arisson em uma esquina e no momento que estavam indo para o outro bar, o réu disse que queria ir ao banheiro. Então, entrou no terreno baldio e fez suas necessidades.

Neste momento, segundo o réu, Davi teria se aproximado e pegado nas partes íntimas do agressor, que não tinha gostado da atitude afirmando que tinha feito o convite apenas para beber.

"Davi puxou sua bermuda forte tendo rasgado o fecho da mesma. O réu empurrou Davi e este veio para cima do interrogado, que entraram em uma briga corporal, que puxou o pau da cerca e deu duas pancadas na cabeça de Davi", diz o trecho do interrogatório de Arisson.

Em seguida, o agressor pegou a bermuda e o celular da vítima, vendendo o aparelho por R$ 300. Ao juiz, Arisson disse que não matou Davi Amaral pelo fato dele ser homossexual e que a motivação do crime seria porque Davi partiu para cima, sendo que ambos não tinham combinado nada no terreno baldio.

O caso Davi Amaral

Davi da Silva Amaral tinha 18 anos, e foi encontrado desacordado na manhã do dia 14 de fevereiro, em um terreno baldio no cruzamento das avenidas São Nicolau e São Paulo, no bairro Livramento, em Santarém.

Terreno baldio onde Davi Amaral foi encontrado desacordado por moradores das proximidades — Foto: Jaderson Moreira/Tv Tapajós

O jovem estava apenas de camisa, despido da cintura para baixo. Ele foi socorrido pelo Samu e levado para o hospital municipal, onde permaneceu internado até o dia 17 de fevereiro, quando foi declarada a morte cerebral.

Um inquérito foi aberto para investigar o caso. E no dia 20 de fevereiro, o principal suspeito, Arisson Sá Pedroso, de 24 anos, se apresentou na Seccional de Polícia Civil, onde confessou ser o autor do espancamento que provocou a morte do jovem.

CASO DAVI AMARAL

  • O crime

  • Divulgação de imagens do bar

  • Imagens do suspeito das agressões

  • Aproximação com o suspeito

  • Manifestação em Santarém

  • Confirmação de morte encefálica

  • Divulgação da foto e nome do suspeito

  • Necropsia e exame sexológico

  • Tipificação do crime

  • Prisão temporária

  • Velório e sepultamento

  • Prisão do principal suspeito

  • Confissão e motivação

  • ‘Ele deu em cima de mim e eu não gostei’

 

 

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