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Oito famílias de comunidade rural de Prainha recebem assistência técnica para habilitação ao Pronaf

Técnicos da Emater orientam sobre documentação e avaliam potencial de produção de farinha d água e do extrativismo do açaí em torno do Igarapé do Serra.

 
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A partir do atendimento do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), oito famílias da comunidade Pitanga, na região do rio Caminaú, a 40 km da zona urbana de Prainha, no oeste do Pará, passarão a ter acesso a políticas públicas específicas para a agricultura familiar, como crédito, capacitações e até aposentadoria.

No processo de retomada gradual das atividades presenciais, sob o contexto da pandemia da Covid-19, na última sexta-feira (4), a equipe da Emater mobilizou a comunidade para explicar o enquadramento de cada política pública, bem como visitou as propriedades para identificar demandas.

Toda a iniciativa se deu sob cuidados para prevenção do coronavírus, como uso de máscaras e disponibilidade de álcool em gel.

"As lideranças nos procuraram e foi assim que organizamos a logística de visitação, coleta de dados e conversa com os agricultores, para entender os interesses e as necessidades deles. Trabalhamos por metodologias de etapas e visando à progressão", explica o chefe do escritório local da Emater em Prainha, o engenheiro agrônomo Sérgio Miéle.

De acordo com Miéle, a análise preliminar indica que será a primeira vez que pelo menos metade do público em questão usufruirá de acompanhamento regular ou de acesso direto a ações estatais de desenvolvimento sustentável no meio rural.

Atendimento

Para serem reconhecidos oficialmente como "agricultores familiares" pelos diferentes níveis de governo (municipal, estadual e federal), os produtores precisam de documentações próprias, a exemplo de Declaração de Aptidão ao Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar - Pronaf (Daps) e Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Esses documentos, emitidos pela Emater ou com o apoio da Emater na medida do possível, validam o perfil socioeconômico, por meio de informações sobre faixa de renda, tamanho de propriedade e atividade socioeconômica, entre outras.

É com o respaldo de projetos, propostas e parceria da Emater, também, que bancos liberam financiamento, via vistoria e encaminhamento de planilha, e Prefeituras e Ministérios incluem avulsos, associações e cooperativas como fornecedores de merenda escolar e de alimentos para entidades de assistência social, considerada a adequação aos editais.

Em relação aos moradores da Pitanga, a expectativa é de que, até meados de outubro, todos recebam as Daps, que os habilitarão a projetos de incentivo ao plantio de beneficiamento de mandioca, com foco na produção de farinha d'água e de manejo do açaizal nativo da zona de mata ciliar do entorno do Igarapé da Serra, que corta os terrenos e desemboca no rio.

Atualmente, os agricultores têm que se deslocar até o centro de Prainha para conseguir vender os produtos e o extrativismo de açaí tem baixa produtividade. Estratégias de comercialização com menos ônus de escoamento e cálculos como espaçamento e desbaste de touceiras do açaí podem dobrar o faturamento em médio e longo prazos.

Os planejamentos imediatos são a inserção no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e, ainda, solicitação de crédito pela linha B do Pronaf, com contratos no valor individual de R$ 2,5 mil.

 

 

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