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Embaixador americano na China deixará o cargo

Terry Branstad estava no cargo desde maio de 2017. Os EUA e a China tiveram desentendimentos relativos a comércio, questões territoriais, a pandemia de coronavírus e os distúrbios em Hong Kong durante o tempo dele na embaixada.

 
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O embaixador dos Estados Unidos na China, Terry Branstad, deixará o cargo, anunciou nesta segunda-feira (14) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

Em uma mensagem em uma rede social, Pompeo agradeceu a Branstad por seus serviços e afirmou que o embaixador "contribuiu para reequilibrar as relações entre Estados Unidos e China, para que estejam orientadas para resultados, sejam recíprocas e justas".

A embaixada dos Estados Unidos em Pequim confirmou a saída do diplomata e informou que ele deixará a China no próximo mês.

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O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que não recebeu a notificação sobre a saída.

Branstad estava no cargo desde maio de 2017. Na semana passada, ele informou sua decisão ao presidente americano, Donald Trump, mas não apresentou explicações sobre sua saída.

"Estou muito orgulhoso de nosso trabalho para alcançar o acordo comercial da Fase Um e conseguir resultados concretos para nossas comunidades", afirmou no comunicado.

Questões comerciais

Branstad, de 73 anos e ex-governador de Iowa, foi embaixador na China durante um período marcado pela tensão entre Washington e Pequim pelo comércio, questões territoriais, a pandemia de coronavírus e os distúrbios em Hong Kong.

Em junho, foi convocado por Pequim, depois que o presidente Trump assinou uma lei que abriu o caminho para sanções a Hong Kong. O Ministério chinês das Relações Exteriores classificou a decisão como uma "grave interferência nos assuntos internos".

No ano passado, Branstad pediu a Pequim o início de um "diálogo substancial" com o Dalai Lama, durante uma visita ao Tibete, região em que o governo chinês é acusado de repressão.

Um dos primeiros partidários da candidatura de Trump à Casa Branca em 2016, o diplomata foi nomeado pouco depois das eleições.

Na ocasião, a equipe de transição do presidente elogiou seu "conhecimento da China e do povo chinês".

Branstad tem uma relação de longa data com o presidente chinês, Xi Jinping. Os dois se conheceram na década de 1980.

 

 

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