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Conclusão de sistema de água beneficia famílias da comunidade Vila Amazonas, em Santarém

A instalação das caixas d água nas casas captará água da chuva. As tecnologias sociais contam com a participação comunitária.

 
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Os moradores da comunidade Vila Amazonas, em Santarém, no oeste paraense, receberam oficialmente na terça-feira (22), as instalações do sistemas de microssistema comunitário. São três caixas d’água para onde cada casa recebeu uma caixa para captar água da chuva.

O programa Cisterna é de iniciativa do Projeto Saúde e Alegria (PSA). As obras do programa foram retomadas no mês de agosto respeitando os protocolos de segurança para evitar a proliferação do novo coronavírus.

“O antes aqui foi cruel, a nossa roça era muito longe e a gente carregava mandioca no paneiro e descia pra amolecer na água. Nós precisávamos de água pra lavar filho, roupa, louça, mandioca, um monte de coisa”, disse a moradora Maria Oneide de Sousa.

Segundo o presidente da empresa executora das obras, Joacir Brito, as casas vão receber água em rede subterrânea e captação de água da chuva.

Moradora da comunidade 'testa' a chegada da água nas torneiras — Foto: PSA/Divulgação

Diretamente relacionado às condições de saúde e à qualidade de vida da população, o acesso à água potável é um dos focos do trabalho do PSA, que já realizou também a implantação de sistemas independentes de tratamento e abastecimento de água, construídos e geridos pelas comunidades. A tecnologia híbrida gera economia e reduz o impacto ambiental graças ao uso da energia solar.

O projeto Cisternas, conta com recursos do Ministério da Cidadania e de parceiros como a Aliança Água + Acesso (Instituto Coca-Cola Brasil, Fundação Avina, Instituto Iguá e WTT) e Mott Foundation.

'Tecnologias sociais'

Um dos requisitos para implantação das "tecnologias sociais" é a participação comunitária, considerada base para construção de sistemas de acesso à água. Essas tecnologias são construídas de forma participativa por quem será beneficiado pelo projeto de instalação hidráulica. A estratégia é garantir o pertencimento e empoderamento das comunidades.

Durante o projeto são realizadas reuniões e mutirões onde os moradores escavam o caminho para levar a rede hidráulica subterrânea para todas as casas. Assim, os comunitários aprendem juntos como funciona a rede de abastecimento enquanto outras equipes trabalham com técnicos na perfuração do poço e construção do elevado para instalar a caixa d’água central.

Essa metodologia é adotada em todos os projetos de instalações hidráulicas para que os comunitários possam cuidar e realizar manutenção nos sistemas.

 

 

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