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Curso de prevenção ao suicídio discute os altos índices de casos no Norte e fala da importância de romper tabu sobre debate da saúde mental

Minicurso ''O papel da psicologia como ciência e profissão na prevenção do comportamento suicida'' será às 18h30, em plataforma virtual.

 
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A região Norte do Brasil é a mais apresenta o crescimento de casos de suicídio. Segundo dados do Ministério da Saúde, os casos dobraram entre o final da década de 1990 e metade dos anos 2010. Diante de uma pandemia que impôs tantas mudanças, mortes e isolamento social, o quadro torna-se ainda mais preocupante. Nesta segunda-feira (28), o Conselho Regional de Psicologia do Pará e Amapá (CRP-10) promove evento para debater o tema, dentro da programação do Setembro Amarelo.

O minicurso "O papel da psicologia como ciência e profissão na prevenção do comportamento suicida" será às 18h30, em plataforma virtual, e traz os ministrantes Luana Nunes e Iago Felipe de Lima.

“Diante da pandemia, todos somos afetados, contudo, alguns grupos populacionais podem estar mais vulneráveis, dentre eles cita-se as pessoas envolvidas no comportamento suicida. Em um contexto mais amplo, e a partir da experiência individual clínica, podemos elencar uma maior procura por atendimentos psicoterapêutico. A pandemia, dentre tantas outras coisas, evidenciou a necessidade dos cuidados com a saúde mental”, diz Luana.

Os jovens são os mais afetados. As principais vítimas do suicídio são pessoas entre 15 e 29 anos. “No que se refere a gênero os homens são os que mais morrem por suicídio, contudo mulheres são as que mais tentam. Ou seja, mulheres estão mais expostas a situações de vulnerabilidades que as expõe ao risco de suicídio”, explica Iago.

Segundos os especialistas, momentos de crise como o atual que, além da pandemia, traz ainda a crise política, instabilidade econômica e desemprego, geram um ambiente de insegurança, desamparo e ansiedade que culminam em adoecimentos e sofrimentos psicológicos.

“Sendo o suicídio um caso de saúde pública e multifatorial, há a necessidade de posturas governamentais que invistam e auxiliem na manutenção e criação de fatores protetivos, auxiliando, desta maneira, a prevenção e valorização de todas as vidas”, critica Luana. “O governo Federal com uma política de desmonte do Sistema único de Saúde, e notas técnicas como a 11/2019 que prioriza as internações, em detrimento do cuidado na Raps e dos princípios antimanicomiais, pode intensificar a dificuldade no acesso aos serviços de saúde mental que, é um fator de risco do suicídio, desta maneira, o poder público, poderá estimular a manutenção do suicídio em nossa sociedade”, diz Iago.

Ainda tema tabu, o suicídio precisa ser encarado como um fenômeno social e um tema de saúde pública e assim ser debatido amplamente, em escolas, empresas e dentro das casas, afim de que se possa agir de forma preventiva e ofertar acolhimento e escuta especializada por meio da terapia.

“Por vezes, a saúde mental ainda é ligada a presença do transtorno mental, sendo este marginalizado, acaba por distanciar a valorização dos cuidados ou meios preventivos para a manutenção da saúde mental, ficando em segundo plano em detrimentos a outros cuidados. O comportamento suicida é norteado de fatores religiosos e culturais que, por vezes, impedem um maior esclarecimento populacional acerca da temática, assim, dificultando a valorização da vida e a prevenção do suicídio”, destaca Luana.

A capacitação de gestores de instituições como escola, empresas, igrejas é ferramenta fundamental como forma de sensibilizá-los para o assunto. “O profissional da saúde mental, pode e deve ser um protagonista na estimulação da desmistificação destes assuntos, porém, é válido ressaltar que, é de extrema importância a capacitação deste profissional para retratar a temática do suicídio para que, seja algo com qualidade e respeito pelo outro, valorizando-o em sua singularidade”, diz Iago.

CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) informa que nos casos de crise, de angústia e de depressão, é possível buscar o auxílio gratuito, via telefone pelo número 188 e internet, disponível 24h por dia. Buscar o atendimento e acompanhamento com psiquiatra e psicólogo é determinante para saúde mental das pessoas deprimidas.

Serviço

Minicurso "O papel da psicologia como ciência e profissão na prevenção do comportamento suicida" será às 18h30, em plataforma virtual.

 

 

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