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Projeto '''Tramas do Desenho''', de artista plástico santareno, usa outdoors para expor obras

O trabalho do artista, Egon Pacheco, foi um dos 100 selecionados no Prêmio Preamar de Cultura e Arte. Diversos pontos de Santarém devem receber a exposição.

 
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O projeto "Tramas do Desenho: Intervenções para Outdoor", de autoria do artista plástico santareno Egon Pacheco, que propõe exposições de artdoor, foi um dos 100 selecionados pelo prêmio Preamar de Cultura e Arte, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Pará. As obras de arte estão sendo mostradas em diversos pontos de Santarém, no oeste paraense.

A exposição em artdoor é um gênero de arte contemporânea que transforma os outdoors de propaganda publicitária em telas, espaços de contemplação de obra de arte.

"Eu propus esse projeto para o prêmio Preamar esse ano, compreendendo que o momento da pandemia nos torna incapazes de realizar exposições em espaços fechados e galerias de arte. Então, nesse momento crítico o ideal para que a atividade artística possa continuar ocorrendo foi organizar uma exposição pela cidade", disse.

A exposição foi dividida em três fases: a primeira, foi realizada durante o mês de setembro; a segunda, que já está sendo mostrada em outdoors; e a terceira, começa no dia 15 de outubro, quando serão exibidas outras obras em outros pontos da cidade.

Atualmente, os trabalhos estão expostos nos seguintes pontos: Mendonça Furtado em frente a entrada de um colégio particular, Av. Barão do Rio Branco esquina com Mendonça Furtado, Av. Fernando Guilhon em frente a um supermercado, entrada da rodovia Everaldo Martins para Alter do Chão e Vila de Alter do Chão.

Esse trabalho marca os 20 anos de trajetória do artista e tem transformado o espaço das ruas. São expostos desenhos abstratos que representam formas orgânicas em imagens não-figurativas, e que provocam a imaginação de quem passa.

Exposição transforma outdoors publicitários em telas — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Segundo o artista, a ideia é desfuncionalizar a imagem. "Estamos habituados a nos relacionar com imagens comuns que cumprem funções práticas no cotidiano; meu trabalho lida com imagens incomuns que servem unicamente ao propósito da contemplação”, explica Egon.

Ao G1, o artista contou que gosta que seu trabalho leve as pessoas a pensar, por exemplo: "Qual o lugar da arte na nossa cidade?", "Qual é o espaço que a arte ocupa?" ou "Será que já temos arte suficiente em nossa cidade? Em espaços abertos e públicos".

"Penso que, apesar de a nossa cidade ser de médio porte, ainda precisamos de mais arte presente nos espaços públicos da cidade", Egon Pacheco, artista plástico.

O artista

Imagens estão enfeitando as ruas de Santarém — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

Com 20 anos de trajetória, o artista plástico e escritor, Egon Pacheco, tem tem marcado presença em diversas exposições dentro e fora do Estado. Nos últimos anos, tem se dedicado a exposições de arte pública justificando que a cidade precisa ser ocupada pela arte, que as pessoas têm o direito de encontrar esses espaços de contemplação na cidade.

No ano de 2010, ele integrou a coletiva internacional de artistas paraenses na cidade de Quebec, no Canadá, com a exposição Estampe Amazonienne.

"A arte é um movimento que emerge da vida e volta-se à vida, assim, espero que meu trabalho possa oferecer alguma reflexão sobre o papel humanizador da arte nas cidades, ampliando a experiência do olhar dos passantes e abrindo caminhos para que mais projetos aconteçam nessa direção”, ressalta Egon.

No mês de junho, Egon teve selecionada, na categoria "Prosa" do Prêmio Literário Dalcídio Jurandir 2019, a obra “Marias e Encantarias II – Num tempo do era”. O livro corresponde ao volume II da série que foi desenvolvida há 5 anos. As narrativas são fabulosas e incluem um repertório de composições mitopoéticas, cuja principal referência é a cultura narrativa Amazônica.

 

 

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